A volta do blog depois de “um ano sabático”

Há 361 dias consecutivos eu não escrevo no blog. E muito da minha “não escrita” tinha a ver em: como recomeçar? Contaria às pessoas tudo que houve nesse período? Pediria desculpa pelo abandono dos leitores? Entraria com uma notícia ou um texto de análise como se nada tivesse acontecido?

A outra parte é que, com o tempo, e com a responsabilidade de lecionar em 2 cursos de Pós-graduação, eu fui deixando de ser eu mesma na escrita e passei a carregar um peso de “tentar ser perfeita” em qualquer coisa que eu publicasse. Em um dado momento, eu tinha perdido totalmente o gosto e a motivação de escrever. Minha ex-Diretora na Borghi/Lowe chamava isso de Demanda Negativa: quando um consumidor pensava na marca ou em ir em determinada loja e surgia aquele sentimento de “bode”.

Foi o que aconteceu comigo em relação ao blog. Até cheguei a investir financeiramente em um novo design, como tentativa de me reanimar… nada funcionou. Em suma. Estou aqui. De volta, 361 dias depois de um longo “ano-sabático-off-da-escrita”. Mas nada será como antes. Quero compartilhar meus pensamentos de forma mais leve, menos mecanizada, mais sincera.

E se vocês ainda quiserem saber um pouco de tudo que aconteceu nesse ínterim. Deixo uns links para a diversão:
Como vim parar em São Paulo:
– Arabella contrata Patrícia Moura: Proxxima, Meio&Mensagem, PropMark, Grandes Nomes da Propaganda, AdOnline, LatinSpots e Clube de Criação.

– Opinando sobre a pesquisa do Trampos: O Raio-X dos Profissionais de Mídias sociais no Brasil: Brainstorm9, Portal iMasters, E-commerce Brasil .

– Botando lenha na polêmica da Itaipava no Twitter no BlueBus e Buzzfeed.

Patrícia Moura

Patrícia Moura é Publicitária, Especialista em Mídias Digitais e professora em cursos de Pós-graduação e MBAs em Marketing digital.

2 comentários sobre “A volta do blog depois de “um ano sabático”

  1. Sei bem como é isso Patrícia!

    A cobrança que nós mesmos fazemos com os nossos canais de comunicação é enorme.
    O dilema de escrever algo “só para mantê-los ativo” e ficar imaginando a cobrança do público sobre um conteúdo “não tecnicamente perfeito” é o que cultiva esses enormes hiatos. Isso sem falar que as editorias podem ficar obsoletas com a mudança do mercado, técnicas, stakeholder e afins.

    Ou seja, ‪#‎NaoTaFacilPraNinguem‬

    Mas se vale uma humilde sugestão desse seu amigo aqui:
    Esse artigo só mostra ao seu público o seu comprometimento com a qualidade de tudo que você faz e produz! Mete bronca!

    Beijos!

    P.S.: Outra coisa que eu esqueci de mencionar Paty, foi o link do vídeo de Nick Ellis na Campus Party 2015. Palestra que me motivou a voltar a escrever artigos novamente. Vale assistir!

  2. Patrícia, todos os dias eu luto com um mar de pessoas, e-mails, telefonemas, problemas urgentes, problemas muito urgentes, prioridades enormes, prioridades que são mais urgentes que as outras prioridades e mais um monte de coisas que com os anos estou aprendendo a domar dentro dessa loucura que é a nossa vida de agência. Todos temos colegas de trabalho que “surtaram”, “largaram tudo” e descobriram suas “verdadeiras vocações” no meio de crises de estresse por não ter mais tempo para suas vidas. Na verdade, são pessoas com o mesmo mal: uma busca pelo perfeito que não chega nunca.

    Entre tudo de precioso que venho aprendendo, algo muito útil foi compreender que o feito é melhor que o perfeito . Até pq o feito, está lá, feito, entregue, job encerrado; enquanto o perfeito existe quando ele quer, se quiser. O perfeito vem do suor dos anos, não das lágrimas de horas-extras no mesmo trabalho. De tanto fazer, de forma leve, uma hora o que foi feito, sai perfeito.

    O chato disso tudo é que o perfeito insiste em aparecer apenas quando você não estiver procurando por ele, e sobretudo: quando você apenas o tiver feito. Então faça. Faz leve. Faz do jeito que você tiver vontade. Faz com sorriso no rosto, café na xícara e música no fundo. Faz se divertindo que o perfeito aparece e domina o feito.

    Se cobre menos. Se divirta mais.

    <3

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>