Guilherme Perez, Coordenador de Marketing da Nova Pontocom apresentou case do Pinguim nas plataformas sociais, nesta manhã, no evento IAB Social Media Insights, em São Paulo.
Durante a palestra, Perez afirma que o faturamento em vendas do Ponto Frio através das ações integradas com Facebook e Twitter no ano de 2012 atingiram a incrível marca de R$20.000.000 (vinte milhões de reais).
De acordo com as palavras de Jeff Paiva – Diretor de Plataformas Digitais da agência NBS, os 20 milhõezinhos não consideram investimentos em mídia on-line, o que ele simplifica no twitter como anúncio.
Este é o maior faturamento de ações integradas em redes sociais já declarado por uma marca no Brasil até hoje. Acredito que, definitivamente, temos um case mais forte do que a Tecnisa para nos aprofundar e tirar insights para todo o mercado.
Benefícios do uso de personagens na comunicação em redes sociais
Como Professora da disciplina que envolve planejamento e criação de ações em redes sociais em cursos de MBA e Pós-graduação, sempre tento apresentar uma aula incluindo a temática dos personagens nas plataformas sociais. Confira abaixo alguns dos principais benefícios:
Ressaltam de maneira criativa os atributos da marca, produto ou serviço
Introduzem o consumidor no contexto da comunicação
Geram identificação entre marca e cliente, a partir da “liberdade editorial”
Funcionam como ferramentas para a neutralização da imagem da marca, quando a mesma possui alto índice de menções negativas.
Audiência e tom de comunicação do Pinguim
Atualmente, a presença digital do Ponto Frio atinge mais de 90 mil consumidores no Twitter e quase 800 mil no Facebook. O personagem tem um tom de comunicação jovem e criativo, que capta a atenção do público através da sua irreverência, bastante deslocado do tom institucional – “Pontia” e “Muak” são as formas do personagem desejar um bom dia e mandar beijinho para os consumidores. A linha editorial divertida também faz uso de “oportunidades” nas pautas do dia do Twitter e já repercutiu como mídia espontânea várias vezes nos principais jornais on-line.
O produto: Novo Mercedes Classe A
Preço médio: R$90.000.00
Target: Ambos os sexos, classes A e B.
O vídeo (não sei afirmar se trata-se de uma campanha ou peça isolada para a internet)
O comentário
Minha tendência inicial era concordar com o comentário acima. Mas vamos analisar o caso com mais profundidade e, quem sabe, chegar a uma conclusão.
Se lembrarmos de Kotler, podemos dizer que o anúncio em questão foi criado com objetivo de atingir suspects (todos aqueles que podem comprar o produto, independente do interesse), prospects (clientes potenciais que desejam adquirir um veículo) e clientes eventuais (aqueles que porventura já tenham possuído um Mercedes, mas sejam donos de veículos da concorrência).
Para ilustrar um exemplo de suspect ou prospect, eu vou inserir aqui o Senhor Adelino, Gerente da minha agência do banco Itaú:
Um belo dia, eu precisava da aprovação de uma remessa do exterior, já tinha ido a duas agências do Itaú sem sucesso. Me mandaram para a minha agência de origem, cheguei lá bufando de raiva e fui atendida pelo Senhor Adelino.
Senhor Adelino, Gerente do banco, chutaria que seja AB, 50+, morador do bairro da Tijuca, educadíssimo, fala mais de um idioma e, com certeza, com bom background cultural, cantou “ahhhh… lelek lek lek” ao terminar de aprovar realização a transação pra mim com sucesso.
Vamos considerar que este gerente ganhe uns R$8.000,00 por mês. Pode ser um pouco mais, pode ser um ou dois mil a menos, mas vamos chutar uns 8, ok? Será que o Senhor Adelino não poderia comprar um Classe A? Ainda que num financiamento de 48 parcelas? Esta é a nossa primeira quebra de paradigma: senhor Adelino pertence ao target e conhece o funk.
Ia começar a construir a minha hipótese sob o funk em questão como um viral, que se autopropagou em diferentes mídias e extrapolou as barreiras do seu próprio target (demográfico, psicográfico e tecnográfico), mas resolvi seguir por outro caminho, não excludente: o processo de tomada de decisão de compra.
Como se dá o processo de decisão da compra de um veículo? Quanto tempo este processo dura?
Particularmente, eu não tenho a resposta imediata por não trabalhar com o setor, no entanto, o marketing nos dá ferramentas para concluir que o processo é longo e possui vários fatores de influência:
• Carro é um bem durável
• A aquisição custa caro
• Requer manutenção, que gera mais custos
• Gera impacto direto na vida do consumidor e do seu círculo (familiares, cônjuge, amigos próximos).
O processo de decisão da compra de um veículo pela classe média (O critério Brasil qualifica o Senhor Adelino como Classe A1) passa por alguns estágios:
• Experiência pessoal ou do grupo primário
• Observação
• Pesquisa indireta (assinar um blog ou revista sobre veículos, assistir o Autoesporte etc)
• Pesquisa direta ou Momento ZMOT (movimento pré-compra que, atualmente, inclui a busca na internet para pessoas do target discutido).
• Ida a concessionárias
Mas IMPULSO é algo que não consta na lista (um único anúncio não decide a compra de um carro). Afinal, a classe B considera – e bem – a relação custo-benefício de um bem durável. Particularmente, acho que até a Classe A considera. A compra de veículos por impulso deve ser lá pela classe AAA+ (risos).
Tentando chegar a uma conclusão:
Compre um jornal qualquer no dia dos Classificados de veículos ou preste atenção nos comerciais de TV e perceba que além do preço, o que mais se faz é chamar atenção do possível consumidor. De qualquer forma, o possível consumidor vai pesquisar, discutir e pesar a relação custo-benefício do veículo que pretende comprar. O que resta para propaganda além de exaltar os benefícios da linha? Chamar atenção!
Mas em se tratando de ambiente digital (o anúncio foi postado hoje no canal do youtube oficial da Mercedes-Benz), o que importa além de chamar atenção? Gerar o desejo de compartilhamento entre os usuários para atingir o maior número possível de suspects ou prospects. Tchanãn! Acho que temos uma luz no fim do túnel!
E é aí que voltamos ao potencial viral do funk “ahhhhh, lelek lek lek lek lek lek”. Na busca pelo termo ou pelo título da música “passinho do volante”, encontramos zilhares de resultados no youtube, cujos views atingem quase 5 milhões de pessoas (se somarmos o número de visualizações dos dois vídeos com maiores resultados – não façam isso no relatório, crianças!).
E voltando ao objetivo do briefing: atingir o maior número de suspects e prospects – na internet – eu acho que a agência acertou na tática, né? Mas essa é apenas a minha opinião. Se você não concordar com ela, por favor, deixe a sua nos comentários e bora discutir.
E só para concluir bem concluído: a campanha da Nissan “Pôneis Malditos” vendeu 110% mais Nissan Frontier em comparação com o ano anterior à campanha (o carro também custa em média R$90.000,00). Houve crescimento de 81% nas vendas de outros veículos Nissan no mesmo período, segundo a Veja e a Exame. E ainda houve quem disse que a categoria pickups registrou aumento das vendas, ainda que não fosse da Nissan.
É por isso que eu AMO a publicidade <3
Um beijo a todos (em especial ao @Boechat, que me inspirou para o post) e estamos de volta com o blog.
E a Nokia dá um tiro no pé mais uma vez. Desta vez, a confusão é internacional e relacionada com a campanha de lançamento do Lumia 920.
“os internautas mais observadores perceberam que no segundo 27″ o reflexo do vidro do carro que está atrás da moça revela que a imagem que aparece no comercial está sendo feita por uma filmadora profissional, e não pelo celular”, como cita a matéria no site Mundo do Marketing.
Assista a campanha e repare no reflexo do vidro, no 0:27seg.
Em seu blog oficial, a empresa diz: “We apologize for the confusion we created”. Na tecla SAP, a empresa que diz que estava tão entusiasmada com o lançamento do produto e a capacidade da câmera em produzir lindas imagens com estabilizador de movimento, que “simulou” algo que a câmera pode fazer e esqueceu de avisar o público.
Ora bolas, se a câmera é tão boa assim, por que raios a campanha não foi feita inteiramente com o celular? Havia um tempo em que a Nokia era bem assertiva em sua comunicação com os consumidores, e chegou a criar um concurso cultural onde os usuários podiam enviar curta-metragens produzidos via mobile.
Peças belíssimas, como o Gulp, foram criadas com o Nokia N8 e atingiram a milhares de possíveis consumidores nas plataformas sociais – leia-se mais de 1 milhão e 700 mil exibições apenas no youtube:
Sinceramente, não consigo entender como uma empresa consegue retroceder no seu posicionamento e manchar a credibilidade já construída com os fãs da marca.
O recente fenômeno da “Gina Indelicada”, nesse momento com 1,1 milhão de likes na rede, já cruzou as barreiras do Facebook e atingiu a grande mídia. Caso você resida em Marte e não tenha ideia do que estou falando, veja com seus próprios olhos a personagem.
Para não ficar repetitivo, vou sumarizar: Gina Indelicada é criação humorística de um estudante de publicidade de São Paulo. Aproveitando da cara retrô clássica dos palitos Gina, o estudante decidiu fazer uma versão contemporânea e não tão politicamente correta da Gina. No Facebook, Gina responde qualquer pergunta dos internautas, normalmente de um modo “heterodoxo” e com um humor simples, elegante e direto.
Pois bem. Como provavelmente iria acontecer mais cedo ou mais tarde, o sucesso trouxe algumas complicações. Matéria da Época Negócios noticia que a administração da companhia A. Rela Gina S/A, responsável pela marca de palitos que leva o seu nome, estaria buscando com o departamento jurídico possíveis medidas para lidar com esse caso.
Primeiramente, um puxão de orelha no presidente da empresa. Gina Indelicada já está badalada nas redes sociais tem ao menos uma semana. Como que somente agora, “surpreendido ao voltar de viagem”, que a empresa irá se informar melhor acerca do que fazer? Monitoramento ajuda nessas horas. Acho que até o Vaticano já deve ter uma comissão para analisar os pecados da Gina – porém, a administração da empresa, responsável pela sua marca, não sabia. Bola fora.
Segundo, em relação ao caso em si: o que era a marca de palitos Gina em termos de brand recall antes desse incidente? Efetivamente, não há como se negar que a figura da Gina é icônica, sendo provavelmente reconhecida de modo fácil numa gôndola. Aquele sorriso retrô é famoso, e já tem tempo que a Gina é lembrada como uma marca de palitos. Pois bem. Vamos pensar em termos de produto agora. Bem ao estilo clássico, por sinal.
A não ser que você seja fã de palitos de dente de ouro (como esses aqui), ou então de platina com cristais Swarovski, o produto ‘palito de dente’ é algo que pode ser definido como uma quase commodity. Não se trata de uma tecnologia muito complexa de fabricação, não é um produto amado pelas massas e, pior, há uma quantidade expressiva de profissionais de saúde bucal que não recomendam a sua utilização como preventivo de problemas. Em seu lugar, normalmente se fala bem do fio dental.
Sendo esse o contexto do produto, volto a fazer a questão central do artigo: faz sentido pensar em bloquear, pelos meios legais disponíveis, a Gina Indelicada?
Minha resposta, ecoando a da Patrícia, é um sonoro NÃO.
O que esse estudante de São Paulo fez é, basicamente, o que a empresa deveria já ter pensado há tempos. Convenhamos, a ideia é genial, o conteúdo é engraçado e está promovendo uma interação maior da marca com muitas pessoas que, normalmente, jamais pensariam sequer na hipótese de interagir com uma marca de palitos. Ao invés de pensar em punir o estudante, a Gina deveria é contratá-lo.
Evidentemente, a empresa tem todo o direito de consultar seus advogados para saber como proceder. Mas, se é que posso dar uma dica, é a seguinte: essa decisão não pode (e não deve) ser tomada somente com base no que o Jurídico disser. Antes de trabalhar com mídias digitais sou advogado, situação que me coloca – acho – em uma posição privilegiada para dizer isso.
Do ponto de vista jurídico, é evidente que a utilização da marca Gina por alguém que não foi autorizado é uma violação dos direitos de propriedade comercial sobre a marca. Ponto. Se a empresa desejar, poderá emitir uma versão brasileira da infame cease and desist letter dos EUA – uma comunicação formal de que aquela pessoa está violando os direitos da empresa e que deverá cessar a conduta ilegal, sob pena de medidas legais serem tomadas.
Contudo, caros colegas, principalmente os colegas que costumam ler pesquisas e experiências internacionais na área: vocês lembram do Jenkins? No seu Convergence Culture, ele fala sobre o caso épico da garota Heather Lawver, que desenvolvia uma fan page sobre Harry Potter e, de outro lado, a toda-poderosa Warner. Pensando somente em termos jurídicos, a utilização das personagens, ambientes e objetos narrativos de Harry Potter por Heather era uma violação dos direitos da Warner e, nesse sentido, algo indesejável. A Warner tentou fazer com que a garota parasse de editar sua fan page sobre o mundo de Harry Potter, ameaçando não só ela mas várias outras crianças ao redor do mundo com temerosas ações judiciais – bem ao estilo daquele-cujo-nome-não-deve-ser-pronunciado.
Claro que o resultado já sabemos: a Warner quase destruiu boa parte de sua estratégia de Marketing junto aos fãs mais leais do bruxo. Digo ‘quase’ porque conseguiu perceber a imbecilidade que estava cometendo a tempo de remediá-la.
Acho que se a companhia, que tinha presença real zero nas mídias sociais, agora é um dos principais assuntos facebookianos do dia, ela deveria levantar suas mãos ao céu para agradecer esse presentão de Natal. Tentativas de suprimir a Gina Indelicada podem soar mais que indelicadas aos olhos do público em geral – podem fazer exatamente aquilo que toda marca não busca, que é ser irrelevante nas mídias digitais.
Evidentemente, se o conteúdo publicado fosse flagrantemente ruim ou causasse demérito à marca, claro que a empresa teria toda razão em pensar na hipótese de derrubar a iniciativa – afinal, a marca é dela.
Contudo, não é o caso. De uma forma inteligente e cativante, o estudante de São Paulo conseguiu para a Gina aquilo que empresas ao redor do mundo pagam fortunas para agências e criativos: relevância em tempos de atenção dispersa. A Gina Indelicada está impactando milhares e milhares de pessoas, de um modo que dificilmente a Gina Delicada (a companhia) conseguiria fazer.
Ao expor a marca para milhões de internautas de uma maneira que é interessante de se interagir, não há como se negar que isso vá aumentar o brand recall junto a audiências mais jovens, justamente aquelas que sequer ligam para a marca de palitos que irão comprar. Se isso vai ter um efeito imediato de vendas? Não se sabe: talvez sim, talvez não. Realmente, não importa muito.
O que a Gina Indelicada está conseguindo é quase o Graal das mídias sociais. Ao contrário da campanha da Nokia (que eu já critiquei anteriormente), é uma forma inteligente de expor a marca e, quem sabe, na próxima vez que virem nos mercados um palito da marca algumas pessoas possam, de modo quase inconsciente, pegar os palitos da sorridente Gina ao invés dos da concorrência.
Transformar um produto de commodity para algo com uma marca reconhecível é bem difícil, e é o que a Gina Indelicada pode conseguir para a empresa. Acho que qualquer tentativa de emitir uma cease and desist seria muito ruim nesse momento. Não que isso vá gerar uma legião de bruxinhos com raiva da empresa (como ocorreu com a Warner). Será algo pior: será condenar a empresa a voltar para o limbo de marcas irrelevantes nas redes sociais.
Por isso, no espírito da campanha #FreeGina, peço que a Gina seja delicada com sua versão facebookiana. Pense com o Marketing antes de pensar com o Jurídico pois, se for isso a acontecer, então o infame bordão fará todo sentido nas redes sociais (para a empresa): vá, Gina. E não volte mais.
Abraços,
Pedro
Propaganda de oportunidade sempre existiu e agora, com os perfis corporativos nas mídias sociais, isso fica mais evidente e “compartilhável”.
Nossa querida Liliane Ferrari fez o print do Itaú, embarcando na temática da novela Avenida Brasil, e não podíamos deixar de mostrar para vocês.
O debate criado pela Liliane gira em torno do tom utilizado normalmente pelo Banco Itaú, que não costuma ser tão cômico quando nesta imagem. Lili também compara com a linguagem utilizada pelo personagem Pinguim, do Ponto Frio, que costuma fazer essas abordagens diariamente.
O sucesso da novela Avenida Brasil é indiscutível. No horário nobre da TV Brasileira é possível acompanhar trending topics e centenas de compartilhamentos em torno do tema. Já se esperava que as marcas, uma hora ou outra, pudessem se apropriar do tema para falar com seus consumidores.
Independente do “erro de tom”, acredito que o buzz gerado pelo Itaú com a chamada tenha funcionado. O objetivo não é nada mais nada menos do que gerar debate em torno da marca e, possivelmente, ampliar a base de seus consumidores nas redes sociais. Ponto pro Itaú.
No mês de maio, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre receberão alguns eventos imperdíveis sobre marketing digital, crowdsourcing e plataformas sociais.
São desde palestras solos à grandes seminários com palestrantes nacionais e internacionais. Na lista, você encontrará eventos de entrada franca e eventos que valem o parcelamento do ingresso no cartão de crédito.
Felizmente, terei a oportunidade de participar como ouvinte da maioria deles, com a única exceção do BITS Global Conferences, onde faço parte do quadro de palestrantes e falarei sobre as atribuições e responsabilidades dos profissionais de mídias sociais na gestão de presença digital.
Então, o recado está dado! Fiquem ligados nos eventos e no blog, pois haverá cobertura por aqui, com as principais palestras que consiguirei assistir, os pontos fortes de cada evento e insights trazidos pelos palestrantes.
05 de maio
Palestra com coordenador da agência Kindle – Pedro Felipe
Universidade Estácio de Sá, Campus Presidente Vargas – RJ
Tema: Estratégia de divulgação do Filme Heleno nas Mídias Digitais.
Local: Av. Presidente Vargas, 642, Av. Presidente Vargas, 642 – Centro, Auditório 1, 9o andar.
Entrada Franca
08 de maio Ciclo Contribuição Profissional – APP Brasil
Tema: Comunicação Multiplataforma, qual é o melhor caminho?
Palestrante: Rosana Ribeiro. Ex-diretora de Mídia na Fischer America, Young & Rubicam, Vice-Presidente de Mídia na J.W.Thompson.
Ingressos: a partir de R$120,00
09 de maio Social Business Summit 2012
Temas: Palestrantes do Brasil e do mundo discutirão temas de interesse ao mercado digital brasileiro. Destaques: IBM, agência Frog, Remix Social Ideas, The Coca Cola Company.
Hotel Fasano – Avenida Vieira Souto 80
Entrada com convite
11 e 12 de maio Social Media Brasil
Temas: Na 4° edição do evento, o público poderá escolher entre assistir palestras, debates e criar discussões em sua área de desconferência
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – Consolação, São Paulo
Ingressos: a partir de R$290,00
15 a 17 de maio Bits Global Conferences
Temas: As palestras são divididas em 3 temas (ou trilhas) “As TICs Revolucionando seu Estilo de Vida e Relacionamentos”; “As TICs alavancado negócios”; “Novas Tecnologias e tendências”.
Local: Centro de Eventos FIERGS. Porto Alegre-RS
Ingressos: a partir de R$330,00 por dia de evento
Li hoje uma interessante notícia na página da BBC, com o título “Nuestros datos personales son el nuevo petroleo” (‘nossos dados pessoais são o novo petróleo’). Embora aparentemente seja um tema já bastante batido, gostei do foco que o jornalista deu para a matéria. Ao invés de ficar remoendo nas noções clássicas de privacidade, ele entrou pelo lado do valor dos dados e da frequente ignorância dos usuários acerca de qual o real valor das informações disponibilizadas na rede.
Se não me falha a memória, foi o Luli Radfahrer que certa vez falou sobre o modelo de negócios do Google da seguinte (e brilhante) maneira (algo assim): “Eles te oferecem algo que tem um valor grande a custo percebido zero, pedem em troca coisas que individualmente não tem tanto valor e geram muito dinheiro agregando tudo isso e vendendo”. Perdoe-me o Luli se minha memória não foi capaz de guardar exatamente a expressão, mas tenho quase certeza que foi por aí.
De qualquer forma, vejamos o exemplo do GMail. Ainda nos lembramos bem dos tempos pré-Gmail, em que contas de correio eletrônico eram muitas vezes cobradas e tinham uma capacidade de armazenamento limitada. Quando o GMail começou foi um choque – de uma hora para outra não se falava em outra coisa, pois os iniciais 1GB (se não me engano) eram muito mais que os concorrentes ofereciam – e de graça.
Bem, aí que está a coisa: não necessariamente “de graça” significa sem troca de valor.
Devemos ver o GMail por dois ângulos: o da qualidade da informação e o do aprisionamento do usuário.
Em relação à qualidade da informação, lembremo-nos que os muitos que usam o GMail como seu principal correio eletrônico deixam o Google visualizar coisas muito importantes de sua vida. Quem nunca viu aqueles anúncios que miraculosamente parecem se adequar (ainda que de forma mais ou menos coerente) ao conteúdo de um e-mail enviado? A quantidade de informações trocadas através do GMail, bem como a qualidade das mesmas, torna esse serviço tão interessante para o Google. Em troca de um serviço gratuito, você “deixa” o Google analisar o que você troca de informação com outros.
Em relação ao aprisionamento do usuário, a lógica é mais simples. Trocar e-mail com frequência traz grandes inconvenientes – assim como trocar de imóvel e de celular. Você tem que enviar seu novo endereço para contatos profissionais, migrar tudo, etc. Além disso, a memória dos e-mails antigos costuma, muitas vezes, se perder nessa transição. Comparando, basta imaginar o impacto que a portabilidade teve para as operadoras de telefonia: o que era um processo relativamente complicado de trocar o número passou a ser algo bem mais simples.
Assim, por trás de um inofensivo serviço temos, na realidade, milhões de pessoas alimentando, minuto a minuto, uma gigantesca base de dados inteligente, que traça perfis de consumo, gostos, etc. Ok, isso pode ser automatizado, como disse o Alexandre Hohagen na época que era presidente do Google Brasil e o perguntei inapropriadamente acerca disso em uma palestra no Coppead. Mas, automatizado ou não, os dados continuam sendo utilizados.
A recente migração para a nuvem interessa muito às empresas – quanto mais dados deixarem de ser enclausurados em redes internas mehor, mais informação elas terão sobre os clientes.
Dados valem muito dinheiro. Tivemos recentemente o bafafá em relação ao IPO do Facebook, com pessoas assustadas com o valor estimado da empresa. Porém, se pensarmos sob esse ponto, veja que mina de ouro: colocamos nossas informações pessoais de maneira voluntária para a empresa analisar tudo isso. Colocamos nossas informações sobre contatos, amizades, preferências políticas, fotos de lugares que visitamos, etc… Tudo isso vale muito dinheiro. É o paraíso dos publicitários e estatísticos modernos.
Basta lembrar que a maioria das técnicas quantitativas de pesquisa de mercado foram desenvolvidas em uma época na qual se perguntar para cada cliente sua preferência seria muito complexo e caro. Hoje em dia, com a quantidade (e qualidade) de informações disponíveis, basta uma rede relativamente grande, um potente sistema de análise e bons profissionais para se traçar um perfil do usuário que, às vezes, nem sua mãe sabe.
Evitei entrar em controvérsias sobre privacidade – deixo isso para outro dia. Mas resolvi aproveitar o gancho para comentar um pouco sobre a notícia.
Há cinco anos, MissMoura era só mais uma analista de mídias sociais procurando lugar no mercado publicitário. Felipe Neto era apenas um blogueiro e o nome PC Siqueira não faria o menor sentido se pronunciado a você.
Há cinco anos, a Campus Party ainda não havia chegado ao Brasil. Você não tinha a menor ideia de que seu sonho de consumo seria um celular gigante, que não caberia no seu bolso (vulgo tablet). E o Twitter parecia só mais uma rede social esquisita que não passaria de uma simples modinha.
Há cinco anos, o Orkut era a principal plataforma social no Brasil, sem a qual boa parte dos brasileiros passariam um dia sem acesso.
Há cinco anos, os veículos de massa rejeitavam qualquer parceria com o universo do blogs. E ser blogueiro profissional parecia mais um sonho distante do que uma realidade plausível.
Realmente cinco anos mudaram muitas coisas. Alguns se opõem a afirmar uma revolução tecnológica e de conhecimento tão grande quanto a revolução industrial, mas fato é que as novas tecnologias mudaram as dinâmicas de relacionamento, de produção de conteúdo e afetaram a economia, gerando negócios e empregos.
Com produção da HotWords e depoimentos de executivos do IAB, Ibope, ComScore, agência Click Isobar, Terra, Buscapé, entre outras empresas, o vídeo abaixo faz reflexões das mudanças que ocorreram nos últimos cinco anos e no comportamento do consumidor pós evolução da plataforma web.
É hora de refletir sobre o passado e imaginar os próximos cinco anos.
Resumo: Faço nesse post um questionamento acerca dos porquês de o movimento de consumo colaborativo no Brasil não seguir em ritmo mais acelerado. Ao final, peço a participação do leitor para me ajudar a elucidar essa questão.
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Este mês aproveitei algumas horas livres para reler o livro “What’s mine is yours”, de Bo Rogers e Rachel Botsman. Já há uma versão traduzida para o Português, lançada aqui em 2011.
É um livro muito interessante, que contém exemplos de iniciativas comerciais de sucesso na área de colaboração. Claro que já somos expostos há tempos a essas iniciativas, sendo o exemplo mais evidente a nossa tão querida Wikipedia (para nossa alegria!). O que o livro fala, entretanto, é sobre outras iniciativas interessantes que, muitas vezes, são desconhecidas do público brasileiro.
Aproveitei a minha temporada de pesquisa na Europa para ver algumas iniciativas físicas de colaboração, principalmente em várias conversas com alguns amigos meus. Ainda teve a oportunidade fantástica de usar o serviço de bicicletas compartilhadas de Paris (Velib), por sorte não provocando um acidente. Vi também o serviço de bicicletas de Sevilha (Sevici), que funciona de modo parecido.
O grupo que conheci através do Antonin Léonard (que, atualmente, é o cara de Consumo Colaborativo na França) incluía um jovem empreendedor, cujo nome é Alexandre Grandremy. Alexandre é um dos fundadores da Deways, uma start-up destinada a promover o compartilhamento de automóveis entre particulares.
Criada por estudantes da ESSEC, prestigiada escola de negócios francesa, a Deways parte de uma ideia bastante simples: aproveitar ao máximo o tempo ocioso dos carros, fomentando o aluguel de carros entre particulares.
Basta passar em frente ao estacionamento de uma universidade para constatar que os carros ficam ali durante algumas horas, parados. Porém, e se pudéssemos aproveitar esse tempo ocioso do carro parado alugando-o a alguém? As locadoras de carro fazem isso há décadas e funciona bem. A mesma tática funcionaria entre particulares?
Embora possa ser contra-intuitivo para alguns, a iniciativa da Deways tem funcionado bem, sim. Carros são alugados entre particulares, gerando um pequeno incremento de renda para o dono e, ao mesmo tempo, resolvendo o problema de outra pessoa.
Do ponto de vista econômico, a função da Deways é servir como um intermediário entre o proprietário e o interessado, fornecendo não só as bases contratuais para o empréstimo como também outra coisa mais importante, que é o senso de comunidade.
Nesse sentido, temos o exemplo do CouchSurfing, que serve como uma rede global de turismo ‘informal’. Se você tem um espaço livre na sua casa e gostaria de recepcionar um turista como você, simplesmente faça o cadastro no site informando que você tem essa oferta disponível. Por outro lado, se você tem interesse em viajar e ficar na casa de um dos membros da comunidade, basta entrar no serviço e ver as pessoas que disponibilizam espaço e fazer o contato com elas. Recebi, há um mês, dois lituanos extremamente simpáticos aqui em casa – e já tenho planos de incluir uma outrora impensável Lituânia na minha próxima viagem!
Mas, embora tenhamos no Brasil algumas iniciativas nesse sentido, vejo que temos muito mais potencial que o atualmente explorado. E, penso, por que isso ocorre?
Acredito que um dos entraves é cultural. Como participantes tardios da ‘festa’ do consumo, em especial a partir da década de 1990, nós, brasileiros, perdemos um pouco aquela característica amigável de compartilhamento que tínhamos há algumas décadas, em uma época na qual era muito mais complexo comprar as coisas. Lembre do sufoco que era ter uma linha de telefone, e que não era incomum permitir o uso ocasional do mesmo a um vizinho em necessidade. Ou, então, das tradicionais caronas. Claro que ainda existem caronas e caroneiros, mas muita coisa mudou nos últimos anos.
Ficamos cada vez mais reclusos em nossos condomínios, tendo um precário conhecimento dos nossos vizinhos. My home is my castle – estamos levando essa máxima inglesa ao pé da letra. Fechando-nos, contudo, o compartilhamento fica mais complexo, pois fica bem mais complicado saber das necessidades e ofertas dos outros.
Em um exemplo bastante elucidativo dado pela Rachel Botsman: quantas vezes por ano você precisa de uma furadeira? No entando, basta ver que muitas residências possuem uma, que fica parada 99,8% do tempo pegando poeira em um armário. Não seria mais fácil que o prédio tivesse uma e, sempre que alguém precisasse, a tomasse emprestada?
Do ponto de vista econômico, faz todo sentido. Ter um produto que supostamente vale pela sua utilidade parado no armário é uma perda de dinheiro. E, entretanto, por que não compartilhamos mais?
Ao contrário dos outros posts meus, dessa vez não tenho muita ideia da resposta, e gostaria de pedir a vocês, no melhor espírito colaborativo, que me ajudassem a elucidar essa questão.
Os eventos sempre foram uma parte importante do aprendizado em mídias sociais. Neles, além do famoso networking de corredor, coffee breaks e bar, nos confrontamos com ideias, experiências e dúvidas diferentes das nossas, que nos fazem refletir sobre a evolução do mercado que estamos inseridos.
Os eventos também nos fortalecem, nos ajudam a consolidar a presença física (e não só digital) das empresas e das marcas as quais trabalhamos. Nos ajudam a prospectar empregos e/ou clientes e, digo mais, ampliam até a nossa base de leitores do blog ou seguidores no twitter.
Sem os eventos, eu não teria a quantidade de contatos que tenho hoje. Foi dando a cara a tapa e pegando o microfrone na platéia e no palco que conquistei a admiração e amizade de muita gente. É com o microfone em punho que a gente se arrisca e que a gente aprende, independente do lado que esteja na sala.
Então, #ficaadica dos eventos imperdíveis que acontecem no Brasil, em diversas capitais todos os anos. As datas não são fixas, por isso, me ative apenas a linkar para o site e falar um pouco do que sei sobre cada um deles. Espero que muitos eventos surjam em 2012 e que possamos aprender juntos.
Um dos maiores eventos de tecnologia e cultura digital do planeta, está no Brasil desde 2008 e acontece em São Paulo, de 06 a 12 fevereiro de 2012. A cada ano, a Campus Party bate recorde de visitas e inscrições, ultrapassando o número de 7.000 campuseiros que assistem a palestras e debates por uma semana, dos mais diferentes temas (são oito arenas).
As inscrições começam em setembro de cada ano e são disputadas a tapa. As de 2012 já acabaram, mas prepare-se para passar a noite acordado tentando fechar a inscrição de 2013. Vale a pena e deve ser a última edição no Brasil.
Evento gratuito e simultâneo em 12 capitais mundo a fora, teve edições em 2011 em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012, acontece apenas em São Paulo, dos dias 13 a 17 de fevereiro.
O maior, senão único, festival de cultura digital brasileira acontece algumas vezes ao ano em São Paulo, desde 2009. Teve uma edição internacional em São Francisco, em outubro de 2011 e está aí pra gente se informar como o jovem lida, cria conteúdo e dissemina informação e memes na era digital.
A edição de 2012 acaba de ser informada via twitter e acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril. Fiquem ligados!
O evento acontece uma vez ao ano, em São Paulo, geralmente no mês de junho, vem se consolidando como o maior de mídias sociais no Brasil. Normalmente, dividido em dois dias, os participantes assistem a painéis dos mais variados temas, desde SEO, criatividade, ROI a transmedia storytelling.
O evento que acontece em sua cidade sede, São Paulo, costuma acontecer em meados de outubro. É um dos grande eventos da nossa área e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
O primeiro evento dedicado a compreensão de campanhas e análises da plataforma digital que mais cresce no mundo, chegou a São Paulo em outubro de 2011 e, dada a sua repercussão, parece que veio pra ficar.
O evento já esteve presente em oito cidades e vai de maio a dezembro: São Paulo, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.
O evento já chegou a 10 cidades, normalmente, no segundo semestre do ano: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Recife.
Evento tipicamente carioca, voltado para negócios nas áreas de mídia, produção digital e transmídia, acontece em 2012 entre 29 de fevereiro a 02 de março.