Quanto custa colocar a minha marca nas mídias sociais?

Esse post é mais um da série “e-mails que recebo”. Um grande número de pessoas entra em contato comigo via e-mail, gtalk, facebook, blog e twitter perguntando quanto cobrar para trabalhar com mídias sociais ou quanto pagar para que um freela faça a gestão de seus canais.

Quando dou os meus pitacos sobre etapas da gestão dos canais e valores estimados, não é incomum, a conversa ser interrompida por um longo silêncio ou um susto com o investimento a ser feito no que, “teoricamente”, nasceu de graça.

Na dúvida, conferimos o manual da APADI (associação paulista das agências digitais) que pautou no ano de 2010 uma base de valores para agências digitais. E aí que, segundo a associação, custa pelo menos R$30.000,00 só pra começar...

Segue abaixo o descritivo de ações básicas para o start de uma marca nas mídias sociais:

É justo. Muito justo… porém, depende diretamente do porte dos clientes. Ao sugerir o manual como base para um leitor do blog, recebi a seguinte opinião:

“Os valores citados no manual da APADI estão completamente fora da realidade da empresa. Se eu propusesse estes valores para o cliente, ele provavelmente iria rir por pelo menos meia hora e depois me mandar… você sabe pra onde! rs. Obviamente são valores justos, mas como você disse, são para agências”.

Qual é a questão? Existe um exército de pequenas e médias empresas que NUNCA investiram na sua comunicação e que, recentemente, sentiram a necessidade de começar. Conhecendo superficialmente as mídias sociais, estes clientes escolheram estes canais pelos seus benefícios óbvios (relacionamento real time com o consumidor, etc) e por acharem que é possível fazer um bom trabalho com baixo custo.

Seguem as minhas dicas para pequenas empresas:
– Contrate um profissional de mídias sociais com experiência e o absorva para a sua equipe.
– Coloque este profissional junto com a gerência de Comunicação e/ou Marketing. Se a sua empresa ainda não tem este setor, está na hora de criar uma equipe que possa atender a sua demanda.
– Invista no planejamento. O ato de criar perfis corporativos e sair falando com as pessoas NÃO é estratégia e nem traz resultados significativos para o seu negócio.
– Se receber o orçamento de uma empresa ou agência para fazer todos os serviços listados acima por apenas R$1,99 e uma bala Juquinha de troco, desconfie!

* Leia o post sobre Cargos e salários em mídias sociais e saiba quanto custa um profissional de Mídias Sociais em média.

Patrícia Moura

Patrícia Moura é Publicitária, Especialista em Mídias Digitais e professora em cursos de Pós-graduação e MBAs em Marketing digital.

14 comentários sobre “Quanto custa colocar a minha marca nas mídias sociais?

  1. Oi Patricia, realmente esse assunto é meio complexo de se debater.
    Normalmente quem cobra pouco é o sobrinho (rs), mas acredito de sempre haja um chinelo velho para um pé cansado. Ou seja, empresas pequenas deveriam procurar agências pequenas ou freelancers que, com certeza, farão um preço mais compatível. E, não é porque o custo é baixo que o serviço será ruim. Devemos entender que há mercado para todos e que todos tem direito a seu lugar ao sol qdo falamos de mídias sociais.
    Minha indicação é sempre pensar no custo por hora trabalhada. Você põe um preço na sua hora, vê qto tempo vai dispender no assunto e monta um preço. É a maneira mais fácil e justa. Esses manuais de agências nunca foram realistas. Sei disso porque durante 10 anos trabalhei em agências de publicidade e era praticamente impossível seguir o padrão estipulado pela associação de agências de pp.
    A única coisa que é fato nessa história é que não dá para ensinar a dar preço. Cada um deve aprender com sua própria experiência e noção de valor próprio :)

  2. Se vc contratar um profissional por R$ 2500,00 reais, considerando os encargos de salário em 6 meses ele vai ter custado o valor acima e talvez não tenha feito todo esse trabalho ainda. :)

    Nada contra as empresas fazerem esse trabalho diretamente, mas a decisão tem mais a ver com o tipo de proximidade e controle que ela quer sobre o trabalho do que com os custos.

    • Bom ponto, Edney! Eu segui o parâmetro custo pela quantidade de contatos que recebo acerca de precificação. Muitos freelas não sabem cobrar, clientes acham tudo absurdamente caro e acabam pagando o mais baratinho, que nem sempre atende as suas necessidades. O que me incomoda é que o “efeito sobrinho” influencia na percepção de valor do mercado e gera comentários como “eu investi em mídias sociais e não tive nenhum retorno”.

  3. Não agüentei e estou respondendo isso do celular mesmo…rs

    Neste ponto eu concordo com o Edney. Um profissonal que traga valor para uma Média Empresa ( nem vou citar as pequenas ) custa pelo menos de 2 a 3 mil por mês. 3 mil x6 = 18mil seco sem contar os encargos que praticamente dobrariam este valor. Isso já é quase o valor para desenvolver um trabalho estratégico bom e eficiente utilizando uma agencia e sem se preocupar com funcionários e os problemas que esses possam trazer para empresa.

    O que eu acho?

    As agencia tem que buscar uma adaptação para cada cliente e se achar que deve pegar o projeto, deve ajustar seu valor conforme a necessidade do cliente e quanto ele pode investir. Entendam que não é aceitar qq job. Mas, ajustar quando for necessário.

    As vezes o menos é mais.

  4. Não acho o valor fora da realidade. E pode ser ajustado de acordo com o cliente, canais a serem trabalhados, e objetivos da empresa. O Cliente sempre quer retorno em vendas e irá pensar por esse lado, mas nesse caso a imagem da marca e sua reputação também estão em questão, e isso custa muito mais dinheiro.
    Ter especialistas disponíveis para atender ao cliente também tem um preço, e isso geralmente não está incluso na descrição dos serviços, mas um bom atendimento precisa saber se virar na hora da negociação e apresentar os diferenciais da empresa.

  5. A discussão é longa. Um freelancer, normalmente cobra mais baixo por não ter despesas com locação, encargos trabalhistas e muitas vezes (infelizmente), software. Ah! E tem muito que faz o famoso “sem N/F”. Mesmo assim o trabalho dele pode ser igual e/ou superior ao de uma agência. Afinal, tenho visto muitas agências colocando um sujeito para supervisionar e um estagiário para executar.

    Para mim é questão é igual a camelô: ferra com as lojas legalizadas, mas entrega produto semelhante, igual ou superior. Compra em camelô quem quer. Compra em loja quem quer. Ambos tem seu público e sua importância. Até para gerar inovação, forçando a criação de novos serviços e/ou melhorias em serviços já existentes. (Sabe o Buscopan com vitamina, para vencer o genérico?)

    O sobrinho tem o público diferente. É o tipo de empresa que não merece bons serviços que o contrata. Ponto final. A empresa não quer investir, bota o sobrinho prá fazer. Loteria: poucas chances de dar certo.

  6. Pior são as empresas que não enxergam as mídias sociais como canais de interação com seus clientes. Muitas contratarão um estagiário, pagarão umas 600 pratas por mês, criarão uma conta no twitter e uma página no Facebook, enviarão promoções e farão destes canais um SAC virtual. Para piorar mais ainda, algumas empresas deixarão esses canais pra escanteio quando começarem a perceber que não tem tido retorno, e ainda vão se perguntar o porquê não houve retorno. O “problema” não está no preço cobrado pelas agências, mas sim na falta de visão das empresas.

  7. Depende!!! Realidade de onde??? Da minha cidade mesmo… ô meu Deus… passa muito longe disso… Uma coisa é em grande capital, outra é em interior… São realidades bem diferentes…

  8. Se o mercado no sudeste ainda está em desenvolvimento quanto a isso, imagina aqui na região nordeste, para ser mais específico aqui no Piauí?!
    Costumo dizer que depende do porte cliente, do objetivo, esclarecimentos sobre o assunto e tenho iniciado a conversa com a disponibilidade da verba, pois dificilmente o cliente tem noção de uma peça gráfica imagine um projeto em mídias sociais, na maioria dos casos facilito o parcelamento do pagamento já que o planejamento de uma ação/campanha também precisa de amadurecimento, há toda uma caminhada, principalmente se for institucional e precisar de execuções em SEO e SEM. Para que sejam monitorados e analisados.

    Já atuei como sobrinho e mesmo dessa forma conscientizei o “cliente” de como funciona o trabalho, desde a criação de conteúdo e customização de canais até uma estratégia mais focada, são muitas as nuances e que é preciso bater o pé para ser valorizado.

    Espero que tenha ajudado com a opinião mesmo por ser alguém de um mercado tão novo e distante.

  9. valor é muito relativo. Se vc vai atender uma emissora de tv nao é a mesma coisa que voce atender o dono da padaria que atende 2 mil clientes por mes fixo.

    Acho que cada um tem que cobrar o valor que achar justo pelo seu serviço e conforme o cliente e pronto. Um site de 30 mil pode ser barato para uma multinacional, mas pode ser uma absurdo para o tal dono de padaria, que pode achar que um site nao custa mais de 1 mil, 2 mil reais. Realidades diferentes.

    E infelizmente o que mais existe é empresas familiares, pequenas empresas, etc, que nao possuem recursos, como provar pra elas que um site custa 30 mil qdo se existe milhares de opções custando 10% disso ou menos?

    E assim, isso nao é só pra esta area de atuação, e sim pra todas. Voce vai num medico q pode cobrar R$ 50 pela consulta, como pode ir em um medico da mesma especialidade que te cobrará R$ 800. Nem sem o mais caro é o melhor, e normalmente o mais caro é o mais famoso, motivo pelo qual se aproveita para elevar seu preço lá em cima, a famosa lei da oferta e procura. E isso se repete em todas profissões essa q é a verdade.

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