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03/08/12

Itaú convida Carminha a sacar a dívida com a Nina

Propaganda de oportunidade sempre existiu e agora, com os perfis corporativos nas mídias sociais, isso fica mais evidente e “compartilhável”.

Nossa querida Liliane Ferrari fez o print do Itaú, embarcando na temática da novela Avenida Brasil, e não podíamos deixar de mostrar para vocês.

O debate criado pela Liliane gira em torno do tom utilizado normalmente pelo Banco Itaú, que não costuma ser tão cômico quando nesta imagem. Lili também compara com a linguagem utilizada pelo personagem Pinguim, do Ponto Frio, que costuma fazer essas abordagens diariamente.

O sucesso da novela Avenida Brasil é indiscutível. No horário nobre da TV Brasileira é possível acompanhar trending topics e centenas de compartilhamentos em torno do tema. Já se esperava que as marcas, uma hora ou outra, pudessem se apropriar do tema para falar com seus consumidores.

Independente do “erro de tom”, acredito que o buzz gerado pelo Itaú com a chamada tenha funcionado. O objetivo não é nada mais nada menos do que gerar debate em torno da marca e, possivelmente, ampliar a base de seus consumidores nas redes sociais. Ponto pro Itaú.

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26/08/11

[Drops] Comportamento do consumidor e Marketing de busca nas estratégias de mídias sociais

Ainda hoje ouvimos falar em posts, matérias, palestras e universidades, que para se tornar um profissional de mídias sociais não há necessidade de formação específica. Há bastante tempo eu venho escrevendo e defendendo a profissionalização dentro da área da Comunicação e/ou do Marketing.

Disciplinas como Comportamento do Consumidor se tornaram praticamente indispensáveis para elaborar estratégias concisas que tragam resultados “no mundo real” para os clientes. O Marketing de busca também é outra ferramenta importante que, em conjunto com o planejamento de mídias sociais, pode tornar as ações mais acessíveis ao target. O vídeo abaixo exemplifica um pouco isso. Assistam e tirem as suas próprias conclusões.

Este é um post rápido, com objetivo de manter os nossos diálogos ativos enquanto eu estou de férias :)

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08/07/11

Greenpeace usa ação de engajamento diferenciada

Este inverno o Greenpeace resolveu fazer algo de diferente…

E não é que resolveu mesmo? Não falo de uma idéia inédita, mas de uma fórmula nova para o próprio Greenpeace.

Quando pensamos nas campanhas do Greenpeace em redes sociais, lembramos logo do vídeo “Have a Break” contra o Kit Kat da Nestlé. O famoso chocolate continha óleo de palma de florestas da Indonésia. O uso das tais palmas causava desequilíbrio na flora e conseqüentemente a morte de orangotangos no local. Veja o vídeo aqui.

Ponto para o Greenpeace. O objetivo foi atingido, o vídeo foi visto mais de 450.000 de vezes somente no canal oficial do Greenpeace no Youtube, e a Nestlé se viu obrigada a mudar a fórmula do famoso chocolate.

Mas desta vez a polemica ONG fez exatamente o contrário, criando a Wolkswagen Dark Side. Trata-se de uma campanha contra os investimentos em lobby da VW, para evitar o aumento da taxa de redução de gases poluentes na Europa. Agora o Greenpeace diz saber que existe um lado bom na empresa automotiva e que devemos ajudá-la a sair do “lado negro da força”.

O vídeo junta dois elementos bastante atrativos: crianças e Guerra nas Estrelas. O resultado você pode conferir abaixo:

Para garantir adesão e a visualização dos vídeos a campanha conta com um hotsite vwdarkside.com onde o usuário se cadastra, cria sua página pessoal de manifesto, e ganha pontos a cada pessoa que assiste o vídeo ou se cadastra através de sua indicação. Ao conquistar 1.500 pontos o “cavalheiro Jedi” recebe uma camiseta exclusiva do Greenpeace.

Essa é mais uma prova de que, pensar ao contrario, muitas vezes dá certo.

Eu gostei do resultado, e vocês, o que acharam?

Aline Magno

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31/05/11

Política de Facebook

Parece que nos últimos tempos uma nova modalidade de protesto está se tornando cada vez mais comum: o protesto via Facebook. Criam-se páginas (às vezes como eventos, às vezes como causas) nas quais as pessoas, com um simples clique, podem manifestar sua posição.

Os temas são variados: em defesa dos animais, dos portadores de deficiência, dos homossexuais ou, ainda, contra alguma colocação infame ou politicamente incorreta. Os exemplos são muitos e, para você checar, basta abrir sua página do Facebook que lá estará uma penca de pedidos de apoio para alguma coisa.

Mas… pensemos um pouco acerca da natureza política desse apoio.

Pressionar um botão para dizer que “gosta” de alguma coisa é uma atitude, a princípio, inofensiva. Você estará manifestando sua posição em relação a algum tema, e isso se tornará ‘público’ nas páginas dos seus amigos. Muito legal. Mas será que é esse o potencial das manifestações políticas na rede? Será que as manifestações políticas se resumem, atualmente, a clicar em um botão?

Vejamos o caso do Código Florestal – caso você não saiba, foi aprovado na semana passada o projeto de lei que “reforma” o Código Florestal brasileiro, com várias emendas que, na prática, acabaram desvirtuando completamente a ideia original do projeto. Ainda falta a análise do Senado; porém, com a qualidade legislativa de nossos senadores, talvez fosse mais útil mandar o projeto para análise de um grupo de orangotangos para garantir algo de bom.

O que aconteceu no Facebook? Várias iniciativas se formaram, mostrando normalmente a indignação pela aprovação do código, talz… Mas, de prático, o que aconteceu? Fora a disseminação acerca da aprovação do Código, sinto dizer que mais nada de concreto aconteceu.

Já que se adora falar em Revolução da Internet e coisas do gênero, vejo que são poucos os que mandam sequer um e-mail (quem dirá coisa mais sofisticada) para um deputado ou senador cobrando a sua posição sobre o assunto. Não vi circulando com fervor na rede uma informação importante na prática, que é a lista de votação do projeto. E, antes que digam que é difícil de achar ou que o Congresso esconde a sete chaves, peço que vejam esse link. Simples. Quem votou e como votou. Sim, não e abstenção.

Meu medo é que a Internet no Brasil, esse fenômeno maravilhoso de comunicação (que, segundo os entendidos, deu “poder” aos usuários), vire mais uma extensão da nossa tradicional política de botequim, na qual todos estamos irritados e desiludidos com os nossos congressistas mas nada fazemos para mudar o quadro. Uma catarse etílica, mas ainda muito longe de uma mudança real.

Temo que a manifestação da posição política na Internet acabe virando cada vez mais um simples gesto de satisfazer-se com um clique e depois varrer o assunto para fora de casa.

Embora atualmente a ideia de “poder” dos usuários na rede esteja sendo muito importante para a questão dos direitos dos consumidores, é hora de também lembrar que a máquina pública, financiada com o nosso dinheiro, está quase sem controle algum da população – e não exatamente por falta de transparência apenas, mas por falta de paciência para cuidar de algo que é público com o mesmo carinho que normalmente cuidamos do que é nosso.

É transformar o “like” no Facebook em alguma coisa mais prática, alguma ação mais efetiva que, na prática, signifique alguma manifestação real na esfera política.

Um forte abraço,

Pedro

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