13/12/11

10 resoluções para o marketing digital em 2012

Fim de ano, damos início das retrospectivas e às resoluções. O mercado digital cresceu muito em 2011, assim como, o número de usuários de internet no Brasil, os profissionais que se dedicam a estudar e oferecer este serviço e o número de agências comprometidas a elevar o sucesso de seus clientes no mundo virtual.

Mas o crescimento rápido do mercado não traz apenas benefícios, também traz profissionais, agências e clientes despreparados para a realidade de suas marcas e uma imagem turva do que o marketing digital pode oferecer. Pensando nisso, vamos compartilhar aqui uma lista com 10 desejos (ou resoluções) para o mercado em 2012. Que o próximo ano venha cheio de campanhas sensacionais, trazendo muito retorno para os investidores e clientes muito mais satisfeitos através do relacionamento com suas marcas preferidas.

1- Pensar mais nos consumidores, menos nos likes
2- Aceitar que as mídias sociais impactam não só os canais de relacionamento, mas também setores como logística e atendimento off-line
3- Dar mais valor ao monitoramento e análise de métricas, menos ao clipping
4- Entender que número de seguidores não é objetivo de campanha
5- Se preparar para assumir um budget anual de investimento em comunicação
6- Cumprir regulamentos de ações promocionais
7- Estabelecer um timming de resposta para os consumidores nas redes sociais
8- Investir em um planejamento de atuação, e não ações isoladas
9- NUNCA, JAMAIS, em hipótese alguma solicitar um ROI que divida o valor do seu investimento pelo número de seguidores do Twitter. Isso não é ROI, nem amor.
10- Benchmarkings servem para analisar as marcas melhores posicionadas no seu segmento, não pra fazê-lo acreditar que o seu sucesso será o mesmo da Coca-Cola nas mídias sociais com 0,2% do budget.

Se você gostou das resoluções ou tem algumas para acrescentar, não deixe de comentar e compartilhar com aquele seu cliente que não entendeu direito o que você faz :)

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10/08/11

Quanto custa colocar a minha marca nas mídias sociais?

Esse post é mais um da série “e-mails que recebo”. Um grande número de pessoas entra em contato comigo via e-mail, gtalk, facebook, blog e twitter perguntando quanto cobrar para trabalhar com mídias sociais ou quanto pagar para que um freela faça a gestão de seus canais.

Quando dou os meus pitacos sobre etapas da gestão dos canais e valores estimados, não é incomum, a conversa ser interrompida por um longo silêncio ou um susto com o investimento a ser feito no que, “teoricamente”, nasceu de graça.

Na dúvida, conferimos o manual da APADI (associação paulista das agências digitais) que pautou no ano de 2010 uma base de valores para agências digitais. E aí que, segundo a associação, custa pelo menos R$30.000,00 só pra começar...

Segue abaixo o descritivo de ações básicas para o start de uma marca nas mídias sociais:

É justo. Muito justo… porém, depende diretamente do porte dos clientes. Ao sugerir o manual como base para um leitor do blog, recebi a seguinte opinião:

“Os valores citados no manual da APADI estão completamente fora da realidade da empresa. Se eu propusesse estes valores para o cliente, ele provavelmente iria rir por pelo menos meia hora e depois me mandar… você sabe pra onde! rs. Obviamente são valores justos, mas como você disse, são para agências”.

Qual é a questão? Existe um exército de pequenas e médias empresas que NUNCA investiram na sua comunicação e que, recentemente, sentiram a necessidade de começar. Conhecendo superficialmente as mídias sociais, estes clientes escolheram estes canais pelos seus benefícios óbvios (relacionamento real time com o consumidor, etc) e por acharem que é possível fazer um bom trabalho com baixo custo.

Seguem as minhas dicas para pequenas empresas:
- Contrate um profissional de mídias sociais com experiência e o absorva para a sua equipe.
- Coloque este profissional junto com a gerência de Comunicação e/ou Marketing. Se a sua empresa ainda não tem este setor, está na hora de criar uma equipe que possa atender a sua demanda.
- Invista no planejamento. O ato de criar perfis corporativos e sair falando com as pessoas NÃO é estratégia e nem traz resultados significativos para o seu negócio.
- Se receber o orçamento de uma empresa ou agência para fazer todos os serviços listados acima por apenas R$1,99 e uma bala Juquinha de troco, desconfie!

* Leia o post sobre Cargos e salários em mídias sociais e saiba quanto custa um profissional de Mídias Sociais em média.

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09/06/11

Qualquer semelhança é mera coincidência

“A grande diferença entre os dois filmes é o poder das mídias sociais. Pensem nisso”.

Este post ao ar ontem, 09 de junho, bem durante o que podemos chamar de “calor das emoções” nas redes sociais.
O link para o vídeo da ATL havia sido postado por apenas um usuário no youtube, em conta pessoal, cujo nick não foi encontrado nas redes sociais mais habituais (sim, fizemos busca). Logo, depois do burburinho começar a se estender, o usuário retirou o vídeo do ar, deixando todos que o haviam embedado sem referência #cicarellifeelings
Antes mesmo do vídeo ter sido retirado do ar, percebi o potencial polêmico deste vídeo no youtube e apostei com @AlineMagno e @RodrigoPrior que o assunto entraria para os Trending Topics do Twitter em uma média de 1 hora e 30 minutos. Você deve estar se perguntando: “nossa! Para que tanta precisão? Ou era falta de job na agência? rsrsrs”.

Então, eu respondo e explico:
A discussão em torno do vídeo entrou nos Trending Topics do Twitter Brasil exatamente 50 minutos após a minha aposta. Quer saber por que aceitei? Então, vamos ter que falar um pouco de viralização.
Uma vez que um conteúdo se torna viral ou viraliza, ele transpõe as barreiras do target. Ou seja: ele deixa de atingir somente os usuários da marca e atinge outros segmentos de interesse.
Tendo o conteúdo tomado tamanha relevância, o usuário entende que qualquer coisa ligado a ele também é relevante. Quer um exemplo: quantos livros existem decorrentes do filme e do livro “The Secret – O segredo”? (A Lei da Atração, Muito além do segredo, Desvendando os mistérios do segredo, etc). E mais: todos eles VENDEM e muito.
Isso me lembrou os princípios de transmedia que falam sobre serialidade e multiplicidade, mas deixemos este assunto para outros posts. O foco aqui é plágio, disseminação e buzz nas redes sociais

Em suma:
- Qualquer conteúdo produzido com potencial de viralização corre este risco – do buzz negativo em torno dele se tornar tão grande quanto.
- Se o vídeo da Vivo fosse lançado antes das explosão das redes sociais no Brasil, ele faria o mesmo sucesso?
- O vídeo da Vivo já alcançou mais de 2 milhões de visualizações no youtube. É certo que o buzz (negativo ou positivo) ampliou o alcance da marca nas redes sociais.
- Eduardo e Mônica continua nos Trending Topics no terceiro dia de ação – sendo que agora, contém menções sobre a concorrência e plágio. Ontem, os termos “plágio” e “ATL” (antigo nome da Claro) permaneceram durante toda a tarde nos TTBr.

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07/06/11

MissMoura convida: Renata Lino sobre Blogueiros vs Agências

Conheci a Renata Lino em 2008, trabalhando como Analista de Mídias Sociais na Agência Frog. Ontem, vi este post publicado como nota no Facebook da Renata e não hesitei e convidá-la para estrear a coluna de convidados aqui. Boa leitura e bom debate!

Quantas vezes, nesses meus 4 anos de estrada trabalhando com redes sociais vi esse debate de blogueiros vs agências e vice versa. Para quem não sabe, sou blogueira e sou analista de mídias sociais, o que muitas vezes me dá uma visão mais ampla dos dois mundos. Não que seja pró-blogger ou algo assim, nunca tive a capacidade de ganhar dinheiro com meus posts apesar de amar escrever, mas o blog é a minha ferramenta de desabafo desde os áureos tempos que um “fotoblog” era novidade para alguns. Vamos as minhas opiniões sobre certas “discordâncias” dos dois mundos?

1. Contratou? Pague! Blog dá trabalho.
Visão como blogueira: O blog é um trabalho, onde demanda tempo gasto, dedicação em tempo integral, preocupação com media kit, dados do analytics, melhorar os rankings, leitores de feed, quase um se vira nos trinta para ter o ganha pão… Por isso, se contratou pague o meu serviço e valorize mesmo que não tenha gerado os “frutos” esperados, afinal, me dediquei para apresentar o melhor texto possível.

Visão como agência: Os clientes não querem saber os problemas que o blogueiro ou a agência teve, cobram-se números, então, ao contrário da visão blogueira, o texto muitas vezes é o de menos, o que vale é o quanto de produtos, interações e gráficos podemos impactar com isso. Por isso, muitas vezes, ficamos entre a cruz e a caveirinha vendo a dedicação do blogueiro e a cobrança do cliente e se eles não nos pagam por isso, muitas vezes não temos capital para repassar o pagamento. É a famosa discussão do ROI.

O que eu penso?
Como blogueira busco sempre pagar aqueles que participaram, para que o valor contratado seja cumprido, seja com brinde, seja com prêmios, seja com valores. Palavra dada tem que ser palavra cumprida. Não à toa já recebi elogios de alguns blogueiros por e-mail.
Mas por outro lado, sei que o blogueiro tem amigos e que pode fazer aquele post “bombar” pedindo ajuda a amigos para ficar bem na fita com relação a números. Vide um exemplo de um publi recente que paguei e esgotaram os produtos no estoque e outro que não teve repercussão e que o blogueiro nem divulgou em suas redes pessoais.
O mesmo vale para aqueles mimos que a gente manda e que precisamos de repercussão mas eles falam só pagando, mas o que não percebem é que muitas vezes isso é uma análise daqueles que valem a pena considerar no futuro, ou não. Conversando com o Rafael Justplay do Diário de um casal percebo que falta muito diálogo principalmente relacionado a isso, mas o blogueiro tem que estar disposto a negociar e a agência a ouvir seus questionamentos.
Diante disso, o meu meio termo é primar pelos blogueiros que se dedicam a campanha, ou até valorizam mimos que fogem dos pagamentos para mostrarem o poder que tem, mas ao mesmo tempo corro atrás que o pagamento saia e saia na data combinada.


2. Blog é lugar de opinião, não é jornal o posicionamento tem que ser diferente.

Visão do blogueiro: As agência querem que babem a marca, que faça publieditorial falando maravilhas de coisas que nem sempre concordam. O blog é um trabalho, mas diferente de jornal, tem opinião, e o blogueiro tem que ter direito a liberdade de expressão e a adequar o texto aos seus leitores. Sabemos mais que a agência e o cliente, o perfil dos leitores e quando estranhariam um texto.

Visão de agência: O cliente não quer saber opinião, quer reverberação e mexer no texto só por não concordar é no mínimo anormal para grandes empresas já que pagou-se pela divulgação. Quer ser parcial e dizer sua opinião não venda publieditorial! Mexer no texto sem autorização prévia do cliente gera uma discussão do cliente com o atendimento e finalmente com os analistas. Gera desconforto generalizado na agência e reuniões de alinhamento.

O que eu penso?
Nessa situação eu concordo mais com a visão blogueira. Eu disse mais… Não, completamente.
Estamos pagando para eles escreverem o que realmente pensam, de positivo e de negativo e nós, como agência, temos que conhecer o perfil de cada blogueiro para saber o que vale ou não, e se ele toparia ou não. A agência precisa entender target do blog e o perfil do blogueiro, esse é o nosso trabalho. Ou até, ter alguém que possa perguntar a eles se topariam ou não.
O único ponto que discordo da visão blogueira nesse caso é a exposição que eles fazem falando mal de uma marca que pode ser cliente da mesma agência que o contratou para outra marca, prejudicando o trabalho da agência.
Para ser mais clara, usarei eu mesma como referência. Não é de hoje que falo mal de uma empresa de internet e tv a cabo, mas como profissional e com meu perfil pessoal na rede, percebi que esse pode ser meu cliente no futuro e que estarei prejudicando a imagem da minha agência para ganhar o meu salário.
O mesmo vale para quem é blogueiro, se você é sempre cogitado por aquela agência, ela sempre paga o que lhe deve, cuidado com o que fala na rede, pois você pode prejudicar quem paga o seu “salário. Ou seja: fale o que pensa, tenha liberdade de expressão, mas pegue muito mais leve se comparado a alguém que não quer ganhar dinheiro com ferramentas de redes sociais.

3. Panelinha. As agências fazem panelinha.
Visão do blogueiro: As agências sempre cogitam os mesmos blogueiros para as mesmas ações. Com tantos blogs no mundo as vezes elas primam por um que nem tem tanta reverberação ou o target da ação porque fulano(a) é amigo do analista responsável. Além disso querem tudo pra ontem e não entendem que temos lista de prioridades, outra ações na lista ou não temos como encaixar nesse momento.

Visão da agência: Os blogueiros não sabem os prazos que os clientes pedem, são 24h, às vezes 48h, para apresentar planejamento com a lista dos blogs, comunidades, fanpages, grupos, perfis de cada rede que ativaremos ou contrataremos alguma ação. É prazo pra tudo, posts estarem no ar, indexação, entrega do planejamento e tudo é para “ontem”.

O que eu penso?
Nessa hora eu sou muito mais a opinião da agência. O blogueiro quer que eu o cogite mas quando mando e-mail, ou envio mensagem no facebook, ou no blog, nunca respondem a emergência e não tem valor no seu media kit, quando tem media kit. E além disso, muitas vezes, tenho que acionar algum blogueiro ou blogueira amiga pois eles não disponibilizam sequer um e-mail de contato e não olham os e-mails do fale conosco.
Por isso, antes de cobrar que as agências fazem panelinhas, esteja acessível ou disponibilize um media kit com valores. Uma dica maior ainda, que muitos blogueiros já fazem, mande e-mails para os analistas informando o valor do seu publi ratificado, crescimento das suas estatísticas. Quem quer dinheiro, corre atrás dele.
Tenho pessoas que nem dão tanta “reverberação” assim, mas cogito por sempre estarem ali dispostas a se dedicarem, a participarem, a dizerem “Eu quero trabalhar e facilitarei a sua vida pois entendo o que vocês passam com o cliente, sei que posso ser um pouco menor que algumas blogueiras que está negociando, mas pense no custo benefício”. E essa frase está entre aspas, pois foi uma história verídica em que a blogueira acabou ganhando com isso o meu budget da ação.

4. Os analistas se acham. Os blogueiros se acham.
Visão do blogueiro: Por poderem contratar quem eles acham melhor, querem botar banca.

Visão da agência: Por esse blogueiro ter esse impacto, acha que pode mandar e desmandar, pedir o valor que seja e não entende budget.

O que eu penso?
Tem gente que você vai com a cara, tem gente que não. Tem gente que se acha o último biscoito do pacote Globo da praia inteira, tem gente que não. Mas se eu preciso baixo a crista, mas se me humilhar por ser analista, por mais maravilhoso que seja, não cogitarei na próxima para não me estressar. Toda humilhação tem limite e temos tempo e vários clientes no nosso pé.
Ao mesmo tempo, já botei banca, pra defender a camisa da minha empresa, do meu cliente, da minha ação.
Acho que a melhor maneira nos dois casos eram as pessoas se falarem e conversarem, mas no final, como envolve dinheiro, sempre fica a lei da politicagem… E vamos vivendo.
Acho que se os blogueiros entendessem mais o dia-a-dia da agência e estas se propusessem a entender a vida do blogueiro, muitas destas rusgas diminuiriam.
Certo? Errado? Não sei… Só sei que essa é minha opinião e qualquer opinião contrária será MUITO BEM VINDA!

Quero propôr em abrirmos os canais a conversação! Se quiserem, comentem, debatam, passem a diante, critiquem… O que acharem melhor. E se alguém um dia quiser, quem sabe as próximas palestras sobre monetização nas desconferências terão abertura para um diálogo sincero entre blogueiros e agências?

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