Compartilhando o caos (Banner 2.0)
Incontáveis conferências, muitos podcasts, TEDs e TEDxs da vida: tudo falando sobre como a Internet veio para revolucionar a vida, como as mídias sociais são importantes, etc., etc., etc…
Não pude deixar de ver, contudo, que a prática tem sido diferente. Basta você abrir o seu Facebook para visualizar várias iniciativas de empresas que, justamente não se aproveitando do potencial das mídias que utilizam, fazem publicidade de um modo bastante antigo. Estou falando do (infelizmente) famoso banner com dizeres do tipo “compartilhe para concorrer a um almoço” ou “curta e compartilhe para concorrer a um iPad”, e variantes.
Isso me lembra uma outra época, com muito menos glamour, que era a do início da publicidade na Internet (ou, se você preferir, a péssima alcunha “1.0″). Naquela época, banners pulavam na sua frente, atrapalhando a utilização dos sites e a busca pela informação desejada. A época áurea dos pop-ups.
Uma pena que agora parece tudo voltar, só que em outro formato: pop-ups 2.0, travestidas de publicidade inteligente nos sites de redes sociais, atrapalhando e poluindo a nossa linha do tempo. Se isso é realizar a inserção da marca em redes sociais, então estamos fazendo isso errado.
O problema aqui pode ser demonstrado com uma comparação histórica: o e-mail Marketing. Inicialmente uma ferramenta poderosa para atingir um público de modo individualizado, a coisa foi progredindo para virar uma grande fonte de spam e irritação para os usuários.
O caminho maldito é conhecido: ao tornar o prazer em utilizar uma rede social menor, a tendência é que o valor percebido pelo usuário diminua e se torne mais atraente utilizar outra, que não tenha tanta intromissão vista como indevida. É a questão de um bilhão de dólares da publicidade online: saber onde acaba a sugestão publicitária e começa a intromissão publicitária.
Abraços,
Pedro


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