17/07/12

Perdi a minha marca na balada

Uma linda estória de amor. Em plena São Paulo, com seus milhões de habitantes, um rapaz apaixona-se por uma moça que conheceu numa casa noturna. Como não consegue mais entrar em contato com a “Fernanda” (a felizarda), inicia uma campanha pela Internet para que as pessoas o ajudem a achar a moça. Grava um comovente vídeo, que acaba ganhando os timelines alheios, twittadas e blogs por aí.

Mas essa estória tem um probleminha. Fernanda não existe. Claro que uma pessoa mais astuta já teria percebido que tinha toda a cara de um vídeo produzido profissionalmente e que viria alguma coisa além disso. Acredito que apenas os mais apaixonados e românticos (pois o amor costuma atrapalhar às vezes nosso senso crítico) realmente acreditaram que o vídeo era, efetivamente, a busca de um apaixonado pelo objeto de sua paixão.

Entretanto, não era nada disso. Chega ao final, de um certo modo meio lacônico, a campanha da Nokia, com o nada criativo slogan “Viva o amor! Viva a tecnologia!”.

Antes de dizer que foi enganação ou não, ou mesmo de fazer qualquer outro topo de análise, prefiro mostrar a vocês um exemplo análogo. É o caso da biblioteca pública da cidade de Troy, nos EUA.

Resumindo, é o seguinte: dadas as restrições orçamentárias da cidade, o governo estava sofrendo pressão de grupos no estilo Tea Party para cortar as verbas de manutenção da biblioteca pública municipal. O BoingBoing fez uma interessante matéria sobre o assunto.

A LeoBurnett espalhou cartazes e anúncios convocando para uma festa de queima de livros. Normalmente, o ritual de se queimar livros é associado com imagens negativas, tais como ignorância, extremismo, intolerância, etc. Dessa forma, nada mais natural que se criasse um movimento de revolta na cidade contra a ideia de se queimar livros. Evidentemente, com o tempo, muitos foram sabendo dos planos para fechar a biblioteca, o qual ia ser submetido a uma consulta pública em breve. Assim, as pessoas foram associando a ideia de fechar a biblioteca à queima de livros e, aos poucos, tomando partido a favor da biblioteca. Foi revelado o verdadeiro motivo da campanha alguns dias antes da votação. As reações foram majoritariamente favoráveis à iniciativa. Ao final, a biblioteca foi salva por uma votação absurdamente alta, ganhando de lavada a proposta para fechá-la.

O caminho de base nessa campanha foi gerar revolta e, por que não, enganar as pessoas quanto ao objetivo real: angariar votos e apoio para a manutenção da biblioteca. Levando ao extremo uma atitude, o pessoal da LeoBurnett conseguiu chamar a atenção para o problema, além de ter o timing certo para revelar o real propósito da campanha e conseguir converter a atenção e buzz gerados em votos para a manutenção da biblioteca.

No caso da Nokia, contudo, vejo uma diferença gritante.

A campanha apelou a um dos sentimentos mais caros às pessoas, que é o amor. Por que não falar de compaixão também? Ao ver aquele rapaz procurando por um amor, várias pessoas se engajaram na sua causa, ajudando-o a buscar a tal da Fernanda. Evidentemente, vários já haviam sacado que “havia algo de podre na Dinamarca”. O vídeo era muito bonitinho e arrumadinho, com toda cara de feito por profissionais. E o foi.

Contudo, ao contrário do objetivo da campanha da LeoBurnett, o objetivo da Nokia não era tão nobre. Ao contrário de salvar uma biblioteca pública, a Nokia queria basicamente… bem, o que a Nokia queria mesmo?

O que ela queria eu não sei (foi associar amor à tecnologia? Será?). Contudo, sei o que já se comenta nas redes sociais sobre a campanha:

A avaliação do vídeo no YouTube, por enquanto

A “fan page”

 

Além de conseguir uma proeza, que é uma proporção de pontuações negativas sem falar de religião, futebol ou Restart, duvido que a campanha gere o efeito desejado. Acho que a Nokia cutucou sentimentos que são levados muito a sério por algumas pessoas, além de deixar para essas mesmas pessoas a sensação de sofrer um golpe de confiança.

Que a página no Facebook tenha 100 mil likes… isso é interessante. Falta saber quanto disso virará não só indiferença, mas sim percepção negativa.

Para mim, a dose de enganação foi além da conta. Talvez tenha sido um viral de sucesso mas, daí, a converter em imagem positiva para a marca e intenção de compra são outros quinhentos. Contudo, continuo achando que a Nokia perdeu a marca na balada.

Abraços.

Pedro

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17/05/12

Entrevista para o portal Convergência Digital – BITS Global Conferences

Olá pessoal!
No evento Bits Global Conferences 2012, realizado esta semana na FIERGS, em Porto Alegre, eu tive a oportunidade de falar um pouco da construção da presença de marcas nas plataformas sociais e do papel dos analistas de mídias sociais na gestão de perfis corporativos.

Na entrevista de 7 minutos, você vai conferir as minhas opiniões sobre esses e outros assuntos que envolvem a formação de profissionais e a relação entre empresas e consumidores nas plataformas sociais.

Em breve, farei um update deste post com o conteúdo da minha palestra, à disposição no slideshare.

Espero que curtam o vídeo :)

03/05/12

Maio das Mídias Sociais – agenda de palestras e eventos

No mês de maio, as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre receberão alguns eventos imperdíveis sobre marketing digital, crowdsourcing e plataformas sociais.

São desde palestras solos à grandes seminários com palestrantes nacionais e internacionais. Na lista, você encontrará eventos de entrada franca e eventos que valem o parcelamento do ingresso no cartão de crédito.

Felizmente, terei a oportunidade de participar como ouvinte da maioria deles, com a única exceção do BITS Global Conferences, onde faço parte do quadro de palestrantes e falarei sobre as atribuições e responsabilidades dos profissionais de mídias sociais na gestão de presença digital.

Então, o recado está dado! Fiquem ligados nos eventos e no blog, pois haverá cobertura por aqui, com as principais palestras que consiguirei assistir, os pontos fortes de cada evento e insights trazidos pelos palestrantes.

05 de maio
Palestra com coordenador da agência Kindle – Pedro Felipe

Universidade Estácio de Sá, Campus Presidente Vargas – RJ
Tema:  Estratégia de divulgação do Filme Heleno nas Mídias Digitais.
Local: Av. Presidente Vargas, 642, Av. Presidente Vargas, 642 – Centro, Auditório 1, 9o andar.
Entrada Franca

08 de maio
Ciclo Contribuição Profissional – APP Brasil

Tema: Comunicação Multiplataforma, qual é o melhor caminho?
Palestrante: Rosana Ribeiro. Ex-diretora de Mídia na Fischer America, Young & Rubicam, Vice-Presidente de Mídia na J.W.Thompson.
Ingressos: a partir de R$120,00

09 de maio
Social Business Summit 2012

Temas: Palestrantes do Brasil e do mundo discutirão temas de interesse ao mercado digital brasileiro. Destaques: IBM, agência Frog, Remix Social Ideas, The Coca Cola Company.
Hotel Fasano – Avenida Vieira Souto 80
Entrada com convite

09 e 10 de maio
ProXXIma 2012 – Seminário Internacional de Comunicação e Marketing Digital

Temas: Crowdsourcing, social media, mobilidade e investimento em mídia, com grandes players do mercado.
Local: Sheraton WTC, em São Paulo
Ingressos: R$2.830,00

11 e 12 de maio
Social Media Brasil

Temas: Na 4° edição do evento, o público poderá escolher entre assistir palestras, debates e criar discussões em sua área de desconferência
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – Consolação, São Paulo
Ingressos: a partir de R$290,00

15 a 17 de maio
Bits Global Conferences

Temas: As palestras são divididas em 3 temas (ou trilhas) “As TICs Revolucionando seu Estilo de Vida e Relacionamentos”; “As TICs alavancado negócios”; “Novas Tecnologias e tendências”.
Local: Centro de Eventos FIERGS. Porto Alegre-RS
Ingressos: a partir de R$330,00 por dia de evento

16 de maio
State of Online Advertising Brazil Webinar – ComScore

Horário: a partir das 15h
Palestrante: Alex Banks, Vice Presidente da ComScore na América Latina
Cadastro apenas para empresas

13/12/11

10 resoluções para o marketing digital em 2012

Fim de ano, damos início das retrospectivas e às resoluções. O mercado digital cresceu muito em 2011, assim como, o número de usuários de internet no Brasil, os profissionais que se dedicam a estudar e oferecer este serviço e o número de agências comprometidas a elevar o sucesso de seus clientes no mundo virtual.

Mas o crescimento rápido do mercado não traz apenas benefícios, também traz profissionais, agências e clientes despreparados para a realidade de suas marcas e uma imagem turva do que o marketing digital pode oferecer. Pensando nisso, vamos compartilhar aqui uma lista com 10 desejos (ou resoluções) para o mercado em 2012. Que o próximo ano venha cheio de campanhas sensacionais, trazendo muito retorno para os investidores e clientes muito mais satisfeitos através do relacionamento com suas marcas preferidas.

1- Pensar mais nos consumidores, menos nos likes
2- Aceitar que as mídias sociais impactam não só os canais de relacionamento, mas também setores como logística e atendimento off-line
3- Dar mais valor ao monitoramento e análise de métricas, menos ao clipping
4- Entender que número de seguidores não é objetivo de campanha
5- Se preparar para assumir um budget anual de investimento em comunicação
6- Cumprir regulamentos de ações promocionais
7- Estabelecer um timming de resposta para os consumidores nas redes sociais
8- Investir em um planejamento de atuação, e não ações isoladas
9- NUNCA, JAMAIS, em hipótese alguma solicitar um ROI que divida o valor do seu investimento pelo número de seguidores do Twitter. Isso não é ROI, nem amor.
10- Benchmarkings servem para analisar as marcas melhores posicionadas no seu segmento, não pra fazê-lo acreditar que o seu sucesso será o mesmo da Coca-Cola nas mídias sociais com 0,2% do budget.

Se você gostou das resoluções ou tem algumas para acrescentar, não deixe de comentar e compartilhar com aquele seu cliente que não entendeu direito o que você faz :)

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09/11/11

Workshop de Comunicação e Marketing em Mídias sociais chega a João Pessoa e Campina Grande

O acesso à internet na região Norte do Brasil cresceu 35% no último ano, segundo estudo do instituto Serasa Experian. A região Nordeste respondeu por 13% de todos os novos acessos à internet do Brasil, no último ano, e é a região com mais entrantes na internet no país.

As pesquisas também apontam que dentre os 120 sites mais acessados, pelo público das regiões norte e nordeste, estão redes sociais como Orkut e Facebook. Isso nos mostra o quanto as redes sociais são relevantes para aqueles que adentram tardiamente no ciberespaço.

Empresas de todos os portes começam a despertar para a necessidade de se comunicar com seus consumidores nestas regiões, em um cenário que não parece tão favorável em termos de investimento se comparado ao eixo Rio-São Paulo.

Profissionais e estudantes de comunicação (Publicidade e/ou Jornalismo), Relações Públicas, Marketing e carreiras correlatas precisam estar preparados para a entrada de novos usuários nas redes sociais, assim como, aumento do interesse e investimento por parte das empresas neste setor.

As perspectivas são muito boas, haja visto o crescimento de oportunidades, agências e investimentos na região sudeste, mas quem deseja entrar na área precisa estar atualizado. Pensando nisso, a Diferenciarte oferece em parceria comigo um Workshop de 6h que acontecerá em Campina Grande e João Pessoa, nos dias 03 e 04 de dezembro de 2011.

Programa:

  • Apresentação e Introdução ao Marketing em mídias sociais
  • Diagnóstico de cenário para produtos e serviços nas mídias sociais
  • Perfil de público-alvo, análise demográfica, psicográfica e tecnográfica
  • Estratégias e táticas de comunicação em plataformas sociais
  • Planejamento por canais e ferramentas úteis
  • Estudo de casos

Pré-requisitos:
- Conhecimento básico das plataformas digitais, tais como: Orkut, Facebook, Twitter, Youtube, Google Blog Search, Google Analytics.
- Um notebook ou caderno de notas.

Comunicação e Marketing em Redes Sociais com Prof. Patrícia Moura

Dia 03/12 – Campina Grande – Hotel Onigrat (antigo Ouro Branco)
Dia 04/12 – João Pessoa – Hotel Ouro Branco
Horário: 09h00 às 17h00 (Intervalo p/ almoço das 12h00 as 14h00)

Inscrições:
Informações pelo telefone: ( 83) 9179 2771
Informações por e-mail: diferenciarte@hotmail.com
Valor do Investimento: R$ 200,00 p/ pagamento até o dia 20/11/2011. R$ 300,00 na data do evento. Estudantes têm 50% de desconto.

Vejo vocês lá \o/

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29/06/11

7 perguntas para Valdir Leme – Gerente de Marketing do Google

Enquanto a morte do Orkut vem sendo declarada a quatro ventos pelos alarmistas do mercado, marcas como Coca-Cola, Itaú, Nike e Casas Bahia investem um bom aporte em comunidades patrocinadas e ações na comunidade Ao vivo – o atual lançamento de sucesso da rede.

Frente a guerra pela audiência com  o Facebook, e ainda distante de lançamentos mega recentes como o Google+, o Orkut ainda reina absoluto como a maior rede social digital do país, com mais de 40 milhões de usuários (ou seriam 28?), e vem se tornando cada vez mais amigável como ambiente corporativo.

Em 7 anos desde o seu lançamento, muita coisa mudou não só na rede social, mas também no comportamento dos usuários. Em 2009, por exemplo, 17% dos usuários do Orkut (em pesquisa contratada pelo Google) conheciam mas não usavam o Facebook, assim como você pode conferir neste vídeo do Gerente de Marketing do Google, Valdir Leme.

De 2009 para cá, também mudaram os resultados no Analytics para aqueles que utilizavam a rede como principal canal para a tática de seeding. Houve uma percepção de queda na interação das comunidades que fez com que muitos Analistas de Mìdias Sociais dessem a rede como pouco interativa e voltasse seus olhares para o Twitter e,  posteriormente, o Facebook  que agora é visto como principal concorrente da rede.

Com objetivo de esclarecer as minhas, as suas e as nossas dúvidas – e deixando um pouco de lado os achistas de plantão – entrevistamos Valdir Leme, que desde 2008 trabalha diretamente com Orkut. Leme nos falou um pouco sobre segmentação de público, dados inéditos do Ao Vivo, a integração com a marcas e, até mesmo, a possibilidade de geração de relatórios para as ações patrocinadas na rede.

O que podemos concluir com a entrevista de Leme? Que a dinâmica das redes sociais digitais é mutável e sempre será. O Orkut ainda dá grandes resultados como mídia e como rede social digital, basta se debruçar sobre ele sem preconceitos, mergulhar na cabeça dos consumidores, ter bons planejadores na equipe e um pouco de verba pra trabalhar – que nunca fez mal a publicitário algum.

E só pra lembrar a quem pode ter esquecido: ainda temos 50% dos cidadão brasileiros para acessar a web. Deixem para declarar morte aos canais quando tivermos, pelo menos, 80%.

- Como se classifica a audiência do Orkut por classe social, atualmente? Há rumores de que o público-alvo da rede tenha mudado e se concentrado nas Classes C, D, E.
Na verdade o Orkut no Brasil é atualmente a rede social com maior diversidade entre Classes Sociais. Podemos relacionar a audiência do Orkut, em território nacional, com a novela do horário nobre, já que atinge todas as Classes Sociais do país.

- Como vocês se enxergam frente ao crescimento da audiência do facebook no Brasil?
Segundo dados recentes da ComScore o Orkut possui cerca de  70% de alcance nacional, em outras palavras, 70% dos internautas brasileiros estão no Orkut. Outro dado importante neste estudo relata que o Orkut é a maior rede social no Brasil em número de usuários – cerca de 43 milhões de usuários ativos no país.

- Conte um pouco sobre a estratégia do Orkut Ao Vivo. Como você avalia as duas primeiras ações na comunidade?
O Orkut Ao Vivo é uma comunidade que transmite entrevistas exclusivas, em tempo real, com diversos tipos de personalidades (músicos, artistas, apresentadores, etc). A oportunidade do fã estar mais perto do seu ídolo é um dos motivos do sucesso que obtivemos a partir do lançamento, em maio de 2011. Além disso, os fãs podem interagir com os entrevistados por meio de perguntas enviadas dentro da comunidade ou hashtag  #OrkutAoVivo divulgada dias antes das entrevistas na comunidade.

Abaixo, alguns dados de destaque:

  • A comunidade do Orkut Ao Vivo (www.orkut.com.br/AoVivo) foi lançada dia 1 de maio de 2011. Em menos de 7 dias atingiu mais de 5 milhões de membros.
  • Após 5 dias presente na comunidade do Orkut Ao Vivo, o vídeo da primeira música do DVD da Pitty obteve mais de 940.000 views
  • Nos 10 dias que antecederam a entrevista ao vivo com a Pitty, geramos 798.000 interações com os membros da comunidade do Orkut Ao Vivo, via tópicos e enquetes
  • A hashtag manteve-se como #2 nos trending topics do Twitter por mais de 3 horas, começando 30 minutos antes da entrevista
  • Após essa ação, o brand channel da Pitty teve crescimento de +70% em views e +71% em subscribers

- Como você vê o interesse das marcas em se relacionar com seus clientes através do Orkut?
Podemos citar o sucesso das comunidades da Nike Futebol, Coca-Cola e Casas Bahia, por exemplo, sendo que o número de usuários na comunidade da rede varejista aumentou em quase 20 vezes após a oficialização. Já a comunidade da Coca-Cola, recém-lançada conta com 527 mil membros (criada no início do mês de Junho de 2011). A diversidade é tão grande que até times de futebol como Palmeiras, Santos e Corinthians possuem comunidades oficiais.

- Existe algum projeto ou previsão de criar páginas ou relatórios que possam mensurar a interação entre marca e cliente, como o fazem as Fan Pages (facebook)?
Os clientes que possuem comunidades patrocinadas recebem um relatório que mensura acessos e interações na comunidade.

- A ferramenta Promova sofrerá alguma alteração este ano?
Não comentamos sobre o futuro dos produtos e/ou lançamentos futuros. Constantemente produtos e serviços são lançados pelo Google, você pode acompanhar as notícias por meio do blog do Orkut. Podemos dizer que a ferramenta é um sucesso entre os usuários, gerando maior interação entre eles.

- Existem mais novidades para 2011 que já podem ser reveladas ao público?
O Orkut Ao Vivo é uma das novidades recém-lançadas pelo Orkut. Mas é claro, sempre estamos trabalhando em novas funcionalidades para melhorar a experiência do usuário com a plataforma.

 

Agradecimentos pela entrevista: Google Brasil, Valdir Leme, Marcello Hardt, Carol Terra e Agência Ideal.

02/06/11

Como cobrar projetos de marketing digital? Eis uma solução

A Associação Paulista das Agências Digitais (Apadi) criou um manual de preços e serviços digitais que pode ser baixado, compartilhado e consultado gratuitamente por todo o mercado.

A tabela de preços inclui os preços médios dos principais produtos e serviços dirigidos ao mercado digital e valores específicos para ações de mídias sociais, como: planejamento, seeding, hotsites, análise de presença e diagnóstico e, até mesmo, curadoria de conteúdo. O objetivo da tabela é ser uma referência de mercado para que agências e clientes tenham parâmetros adequados para avaliar o custo básico das principais ações digitais.

Existem valores fora da realidade? É claro que existem. Os diferentes portes das empresas e agências também fazem com que a “percepção de realidade” seja de banana para uns e de maçã para outros. No entanto, é uma excelente iniciativa rumo à profissionalização do mercado e arma contra a “política dos sobrinhos”, que já falamos num texto anterior sobre consultoria.

Sendo assim, da próxima vez que algum cliente chorar o preço do diagnóstico, monitoramento ou planejamento de mídias sociais, NÃO DISCUTA! Passe o link do manual da Apadi e dos textos do meu blog.

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01/06/11

7 perguntas para Raquel Recuero

Começar um texto falando da Raquel sem fazer com que ele transborde de elogios é difícil, mas eu prometo que vou tentar.

Conheci o trabalho da Raquel em 2006, quando ainda pesquisava sobre a monografia. Pouquíssimos pesquisadores no Brasil tinham artigos consistentes sobre o Orkut na época e eu precisava de boas referências para que meu orientador não me fizesse mudar de tema.

Pesquisando em fóruns como e-Compós e Google Acadêmico, encontrei não só artigos os acadêmicos, como também, os blogs da Raquel e do Alex Primo, daí em diante, me apaixonei pelo tema e o resto da história vocês já sabem.

Raquel Recuero é Doutora em Comunicação e Informação pela UFRGS, professora, blogueira, pesquisadora e colaboradora do Center for Society and Cyber Studies e do Digital Media and Learning Research Hub (ela posta lá com a Danah Boyd e com o Howard Rheingold – morra de inveja!). Também é autora dos livros Redes Sociais na Internet e Métodos de pesquisa para internet. E, como se não bastasse, tem um currículo lattes que te faz acreditar na possibilidade real de que os clones existam nesta terra.

Se existe uma verdadeira especialista em redes sociais no Brasil, essa é a Raquel. E eu tive a grata oportunidade de escolher sete perguntas sobre redes sociais e interações no ciberespaço, as quais você pode ler abaixo:

- Em que ano foi o seu primeiro artigo sobre redes sociais on-line e qual era a sua relação com elas na época?
Meu primeiro trabalho foi em 2004, mas meu interesse começou com as primeiras matérias a respeito do Orkut, no final de 2003. Eu me interessava por redes sociais que eram construídas entre blogs, nos relacionamentos construídos nos comentários. Foi daí que começou a minha percepção da rede de interação, que era construída pelas conversações nessas ferramentas. Eu era uma usuária disso tudo também, o que constribuiu muito para a minha percepção de valor das ferramentas. Daí comecei a estudar também ferramentas que eu não usava ativamente, como o Fotolog e outras.

– Qual foi, na sua opinião, a principal mudança do Fotolog pra cá?
Olha, acho que aconteceu uma popularização do conceito, e uma maior percepção da relevância dessas redes. Em termos de sistemas, acho que sites ficaram mais abrangentes e passaram a incorporar elementos que já existiam na apropriação dessas ferramentas iniciais, como as narrativas do eu nos perfis, os espaços de interação e etc.

- Acredita que o Orkut teve um papel cultural no aprendizado do brasileiro em se socializar on-line?
Oh sim. Acho que o Orkut foi emblemático não apenas para o Brasil em termos de inclusão digital, mas igualmente em termos de uso da Internet para o social. A importância do Orkut é muito maior do que as pessoas realmente percebem.

- Qual é a sua opinião sobre o Facebook pagar usuários para assistirem seus anúncios?
Acho uma iniciativa interessante. A questão é como vai se dar a apropriação dela. Talvez muitos passem os anúncios, mas não necessariamente dêem atenção a eles.

- Quais são seus livros de cabeceira sobre cibercultura?
Posso citar um livro que não tem nada a ver com cibercultura? Minha leitura mais inspiradora na questão do estudo das redes sociais foi o livro “Pattern Recognition” do William Gibson. Na época, me ajudou a ver muitas coisas. Inclusive, a frase “human beings are about pattern recognition” virou a epígrafe da minha tese.  Cibercultura, especificamente, no Brasil, é o livro do André Lemos, que praticamente inaugurou a área e que é leitura obrigatória.

- A entrada (por vezes, invasão) das marcas como personas nas redes sociais on-line te incomoda?
Não. Eu sou bastante restrita com relação a atenção, meu valor mais precioso. Bloqueio e fim.

Que conselhos daria a um jovem profissional de marketing digital?
Olha, acho que se vc quer trabalhar com o digital, precisa estar nele, entender seus usos, valores e apropriações.  A coisa mais importante é estar lá. :D

Raquel, já agradeci imensamente não só a sua entrevista, mas todo conteúdo produzido durante esses anos. Não custa mais uma vez: obrigada!

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29/05/11

Os principais termos de Marketing Digital e suas definições

“Um glossário é uma lista alfabética de termos de um determinado domínio de conhecimento com a definição destes termos. Tradicionalmente, um glossário aparece no final de um livro e inclui termos citados que o livro introduz ao leitor ou são de incomuns”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/glossário)

Utilizamos definições de marketing digital em referenciamento de trabalhos acadêmicos, palestras, aulas, consultorias, debates pelo twitter e, inclusive, para conhecimento próprio. Nem sempre as definições que encontramos são as mais adequadas às nossas necessidades, mas elas nos ajudam a esclarecer dúvidas, trazer insights e aprimoram as nossas pesquisas. Pensando nisso, desde a concepção deste blog, decidi criar um glossário com os principais termos utilizados em marketing digital.

Infelizmente, os verbetes da wikipedia para a nossa área, em língua portuguesa, são muito pobres. Isto pode ocorrer por que existem muitos termos em inglês. Independente disso, precisamos lembrar que eles são jargões do mercado e não precisam ser necessariamente traduzidos para o nosso idioma.

Enfim, iniciei a jornada de criação deste glossário há algumas semanas e estou abrindo o mesmo, inicialmente, com 25 termos. Tenho mais 25 em edição para colocar no ar em breve. Espero que vocês curtam, aproveitem, utilizem quantas vezes for necessário e recomendem a amigos. Este blog está disponível sob a licença creative commons, então, só não esqueça de linkar a página http://missmoura.com/glossario quando a utilizar.

Aproveitando, deixo o link de um glossário de Marketing de Busca para vocês. Se conhecerem outros glossários interessantes e relacionados com Comunicação e Marketing digital, por favor, indiquem nos comentários.

 

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