05/01/12
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Os eventos sempre foram uma parte importante do aprendizado em mídias sociais. Neles, além do famoso networking de corredor, coffee breaks e bar, nos confrontamos com ideias, experiências e dúvidas diferentes das nossas, que nos fazem refletir sobre a evolução do mercado que estamos inseridos.
Os eventos também nos fortalecem, nos ajudam a consolidar a presença física (e não só digital) das empresas e das marcas as quais trabalhamos. Nos ajudam a prospectar empregos e/ou clientes e, digo mais, ampliam até a nossa base de leitores do blog ou seguidores no twitter.
Sem os eventos, eu não teria a quantidade de contatos que tenho hoje. Foi dando a cara a tapa e pegando o microfrone na platéia e no palco que conquistei a admiração e amizade de muita gente. É com o microfone em punho que a gente se arrisca e que a gente aprende, independente do lado que esteja na sala.
Então, #ficaadica dos eventos imperdíveis que acontecem no Brasil, em diversas capitais todos os anos. As datas não são fixas, por isso, me ative apenas a linkar para o site e falar um pouco do que sei sobre cada um deles. Espero que muitos eventos surjam em 2012 e que possamos aprender juntos.
Ps: post inspirado na agenda da Remix Social Ideas.
1) Campus Party
www.campus-party.com.br
Um dos maiores eventos de tecnologia e cultura digital do planeta, está no Brasil desde 2008 e acontece em São Paulo, de 06 a 12 fevereiro de 2012. A cada ano, a Campus Party bate recorde de visitas e inscrições, ultrapassando o número de 7.000 campuseiros que assistem a palestras e debates por uma semana, dos mais diferentes temas (são oito arenas).
As inscrições começam em setembro de cada ano e são disputadas a tapa. As de 2012 já acabaram, mas prepare-se para passar a noite acordado tentando fechar a inscrição de 2013. Vale a pena e deve ser a última edição no Brasil.
2) Social Media Week
http://socialmediaweek.org/saopaulo/
Evento gratuito e simultâneo em 12 capitais mundo a fora, teve edições em 2011 em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012, acontece apenas em São Paulo, dos dias 13 a 17 de fevereiro.
3) Youpix Festival
http://youpix.com.br/festival
O maior, senão único, festival de cultura digital brasileira acontece algumas vezes ao ano em São Paulo, desde 2009. Teve uma edição internacional em São Francisco, em outubro de 2011 e está aí pra gente se informar como o jovem lida, cria conteúdo e dissemina informação e memes na era digital.
A edição de 2012 acaba de ser informada via twitter e acontecerá nos dias 26, 27 e 28 de abril. Fiquem ligados!
4) Social Media Brasil
http://www.mediaeducation.com.br/socialmediabrasil/
O evento acontece uma vez ao ano, em São Paulo, geralmente no mês de junho, vem se consolidando como o maior de mídias sociais no Brasil. Normalmente, dividido em dois dias, os participantes assistem a painéis dos mais variados temas, desde SEO, criatividade, ROI a transmedia storytelling.
5) Imasters InterCon
http://intercon.imasters.com.br/
O evento que acontece em sua cidade sede, São Paulo, costuma acontecer em meados de outubro. É um dos grande eventos da nossa área e conta com palestrantes nacionais e internacionais.
6) Compartilhando o Facebook
http://www.mediaeducation.com.br/facebookbrasil/
O primeiro evento dedicado a compreensão de campanhas e análises da plataforma digital que mais cresce no mundo, chegou a São Paulo em outubro de 2011 e, dada a sua repercussão, parece que veio pra ficar.
7) ExpOn
http://www.expon.com.br/
Evento de SEO, Links Patrocinados e Social Media, teve sua primeira edição em julho de 2011, em São Paulo
8 ) Circuito 4×1
http://circuito4x1.com.br/
O evento já esteve presente em oito cidades e vai de maio a dezembro: São Paulo, Campo Grande, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Rio de Janeiro.
9) O EDTED – Encontro de Design e Tecnologia Digital
http://www.edted.com.br/edted-16/
O evento já chegou a 10 cidades, normalmente, no segundo semestre do ano: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Fortaleza e Recife.
10) Rio Content Market
http://www.riocontentmarket.com.br/
Evento tipicamente carioca, voltado para negócios nas áreas de mídia, produção digital e transmídia, acontece em 2012 entre 29 de fevereiro a 02 de março.
13/12/11
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Fim de ano, damos início das retrospectivas e às resoluções. O mercado digital cresceu muito em 2011, assim como, o número de usuários de internet no Brasil, os profissionais que se dedicam a estudar e oferecer este serviço e o número de agências comprometidas a elevar o sucesso de seus clientes no mundo virtual.
Mas o crescimento rápido do mercado não traz apenas benefícios, também traz profissionais, agências e clientes despreparados para a realidade de suas marcas e uma imagem turva do que o marketing digital pode oferecer. Pensando nisso, vamos compartilhar aqui uma lista com 10 desejos (ou resoluções) para o mercado em 2012. Que o próximo ano venha cheio de campanhas sensacionais, trazendo muito retorno para os investidores e clientes muito mais satisfeitos através do relacionamento com suas marcas preferidas.
1- Pensar mais nos consumidores, menos nos likes
2- Aceitar que as mídias sociais impactam não só os canais de relacionamento, mas também setores como logística e atendimento off-line
3- Dar mais valor ao monitoramento e análise de métricas, menos ao clipping
4- Entender que número de seguidores não é objetivo de campanha
5- Se preparar para assumir um budget anual de investimento em comunicação
6- Cumprir regulamentos de ações promocionais
7- Estabelecer um timming de resposta para os consumidores nas redes sociais
8- Investir em um planejamento de atuação, e não ações isoladas
9- NUNCA, JAMAIS, em hipótese alguma solicitar um ROI que divida o valor do seu investimento pelo número de seguidores do Twitter. Isso não é ROI, nem amor.
10- Benchmarkings servem para analisar as marcas melhores posicionadas no seu segmento, não pra fazê-lo acreditar que o seu sucesso será o mesmo da Coca-Cola nas mídias sociais com 0,2% do budget.
Se você gostou das resoluções ou tem algumas para acrescentar, não deixe de comentar e compartilhar com aquele seu cliente que não entendeu direito o que você faz
23/09/11
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O último relatório do instituto ComScore sobre a ascensão das redes sociais na América Latina aponta que 90,8% dos brasileiros que acessam a internet acessam redes sociais. Mas o que isso significa para planners, criativos, empreendedores e clientes?
1. Isso significa que a ascensão das redes sociais no Brasil é um caminho sem volta.
2. Isso significa que o marketing em mídias sociais continuará a ser a cereja do bolo nos planejamentos digitais por um bom tempo.
3. Isso também significa dizer que cada vez mais empresas irão se conscientizar da importância de interagir com seus consumidores on-line.
4. Isso também pode afirmar que oportunidades de trabalho junto ao marketing digital continuarão sendo abertas…
As conclusões parecem precipitadas, mas não podemos deixar de afirmar que o crescimento do mercado é uma tendência. Segundo o infográfico do Mashable, o Brasil tem apenas 37,8% da população conectada e os brasileiros já são fãs incondicionais das redes sociais.
O brasileiro é plural e se adapta rapidamente a novas redes sociais on-line. A prova disso são redes como Tumblr e Linkedin no TOP10. A surpresa da imagem que segue abaixo é ver a companhia Vostu, responsável pelos jogos Megacity e Café Mania, sendo citada como rede social. No site da companhia não encontramos informações que expliquem essa inclusão no Top10 Brasil.

Como sempre, os institutos de pesquisa e canais de comunicação se confundem na hora de elencar as principais redes sociais. A falta de critério do que é ou não é uma rede de relacionamento já deu origem a outros posts meus sobre o assunto. Uma prova dessa confusão é o ranking do infográfico do Mashable que inclui Blogger e WordPress na lista.

O que o relatório da ComScore apontou sobre a briga Orkut X Facebook:
• No Brasil, o Orkut foi a rede de relacionamento mais visitada, alcançando 35,7 milhões de visitantes, Isso significa que o Orkut cresceu em visitas 20% em relação a Junho de 2010.
• Enquanto isso, o Facebook obteve um crescimento de 192%, alcançando em números absolutos 24,5 milhões de visitantes.
• Há uma intersecção de usuários no que diz respeito aos acessos. Cerca de 20 milhões de pessoas que acessaram o Orkut também acessaram o Facebook, sendo possível concluir que há mais uma divisão de atenção do que um possível processo migratório.
• Ainda assim, os usuários do Orkut no Brasil são mais participativos do que no Facebook. Um visitante médio do Orkut passou 4,3 horas no site em Junho de 2011, enquanto um visitante do Facebook passou 1,6 hora durante o mês.
O relatório ainda mostrou que no Brasil, as mulheres somaram 58,7% de todo o tempo gasto em redes sociais. Pesquisas anteriores já provaram que as mulheres são as que mais interagem e participam de processos de decisão de consumo de toda a família. A diferença entre gêneros nas redes sociais on-line pode parecer pequena, mas o consumo de produtos de higiene pessoal e cosméticos movimentou, somente em 2010, 37,4 bilhões de dólares no Brasil e marcas como Avon, Boticário e L’oreal Paris já possuem perfis nas principais redes sociais on-line para se comunicar com suas consumidoras.
10/08/11
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Esse post é mais um da série “e-mails que recebo”. Um grande número de pessoas entra em contato comigo via e-mail, gtalk, facebook, blog e twitter perguntando quanto cobrar para trabalhar com mídias sociais ou quanto pagar para que um freela faça a gestão de seus canais.
Quando dou os meus pitacos sobre etapas da gestão dos canais e valores estimados, não é incomum, a conversa ser interrompida por um longo silêncio ou um susto com o investimento a ser feito no que, “teoricamente”, nasceu de graça.
Na dúvida, conferimos o manual da APADI (associação paulista das agências digitais) que pautou no ano de 2010 uma base de valores para agências digitais. E aí que, segundo a associação, custa pelo menos R$30.000,00 só pra começar...
Segue abaixo o descritivo de ações básicas para o start de uma marca nas mídias sociais:

É justo. Muito justo… porém, depende diretamente do porte dos clientes. Ao sugerir o manual como base para um leitor do blog, recebi a seguinte opinião:
“Os valores citados no manual da APADI estão completamente fora da realidade da empresa. Se eu propusesse estes valores para o cliente, ele provavelmente iria rir por pelo menos meia hora e depois me mandar… você sabe pra onde! rs. Obviamente são valores justos, mas como você disse, são para agências”.
Qual é a questão? Existe um exército de pequenas e médias empresas que NUNCA investiram na sua comunicação e que, recentemente, sentiram a necessidade de começar. Conhecendo superficialmente as mídias sociais, estes clientes escolheram estes canais pelos seus benefícios óbvios (relacionamento real time com o consumidor, etc) e por acharem que é possível fazer um bom trabalho com baixo custo.
Seguem as minhas dicas para pequenas empresas:
- Contrate um profissional de mídias sociais com experiência e o absorva para a sua equipe.
- Coloque este profissional junto com a gerência de Comunicação e/ou Marketing. Se a sua empresa ainda não tem este setor, está na hora de criar uma equipe que possa atender a sua demanda.
- Invista no planejamento. O ato de criar perfis corporativos e sair falando com as pessoas NÃO é estratégia e nem traz resultados significativos para o seu negócio.
- Se receber o orçamento de uma empresa ou agência para fazer todos os serviços listados acima por apenas R$1,99 e uma bala Juquinha de troco, desconfie!
* Leia o post sobre Cargos e salários em mídias sociais e saiba quanto custa um profissional de Mídias Sociais em média.
20/07/11
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Pelo menos uma vez em sua vida virtual você já deve ter ouvido falar da Rosana Hermann. A jornalista e Gerente de criação do Portal R7 carrega consigo uma lista de profissões e experiências interessantes pelas quais já passou, desde trabalhar no Programa Pânico até se formar em Física Nuclear.
Enquanto eu ou você estávamos no chat UOL, Rosana já trabalhava com internet e editava o Querido Leitor. Enquanto eu ou você estávamos discutindo se Orkut morria ou não, Rosana participava da visita à NASA, em Houston, em um evento fechado apenas para influenciadores do Twitter.
Conhecida como “a síndica do Twitter”, Rosana também produz conteúdo para o blog do Skype Brasil e colabora com o portal de tendências digitais Youpix.
Em suma, Rosana faz parte do histórico da internet brasileira. Sua página na wikipedia ainda será acessada pelos seus filhos e, quiçá, seus netos. Nas 7 perguntas que você lê abaixo, Rosana conta um pouquinho da sua história e suas opiniões sobre como o espaço virtual vem influenciando no dia a dia das pessoas e da mídia:
- A exposição pessoal nas redes sociais te atrapalha em alguma coisa?
A nossa vida é toda rastreada, do cartão de crédito aos estacionamentos, das câmeras de trânsito aos celulares com chip, encontráveis por GPS. Daí para publicar tudo isso voluntária e abertamente é só um passo. Ao contrário, acho que a publicação da vida nos liberta.
- Como você vê o uso das redes sociais para fundamentar pautas jornalísticas?
O Twitter é um sintoma, um indicativo. Ele aponta caminhos para pautas, mostra comportamentos de um determinado grupo online. Tem a versão passarinho e a versão “galo” que você ouve cantar e tem que descobrir o que e aonde.
- Como é a rotina da gerência de conteúdo e inovação no R7?
É um radar sempre ativo. Acompanhamos as redes sociais em busca de movimentos, novidades, repercussões, acontecimentos. E, ao mesmo tempo, vemos tudo no portal que tem potencial de divulgação nas redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. E há também um olhar “web” sobre todo o conteúdo, o que podemos fazer para ir além da notícia, torná-la mais interessante e viva. Além disso tem a criação de ações de cross media com a Rede Record de Televisão.
- Seu dia cabe em 24 horas?
Meu dia é como um browser, tem várias abas de 24 horas…
- Conte-nos como se tornou jurada do prêmio The Bobs e o que vê de diferente entre blogs do Brasil e do mundo?
Em 2008 alguém inscreveu meu blog no prêmio e ele foi eleito pelo júri e pelo público como o melhor blog de língua portuguesa. Fui receber a premiação em Bonn e, logo depois, fui convidada para ser júri do prêmio. Todo ano vou para Berlin para uma reunião internacional que define os vencedores. A diferença que vejo entre blogs brasileiros e internacionais que participam do prêmio é que o brasileiro parece mais voltado para o sucesso pessoal enquanto os blogs de outros países estão mais ligados a causas coletivas, serviços e ferramentas para o bem comum.
- Você acha que as polêmicas nas redes sociais podem manchar a reputação dos usuários a médio longo prazo ou o brasileiro tem memória curta?
O brasileiro tem memória curta só na aparência. No fundo ele nunca “perdoa” totalmente. Se a mesma pessoa surge novamente em outra briga, imediatamente ele vai lá e “cavoca” o passado do outro. Aqui, até quem foi inocentado fica com uma nódoa em seu passado. Mas as polêmicas não se aprofundam, na minha opinião, porque parecem mais brigas de ego do que discussões de ideias.
- Como foi a experiência de escrever um livro contando histórias sobre o Twitter?
Foi muito bom escrever, mas é melhor ainda receber o feedback dos leitores. Minha maior alegria é quando a pessoa diz que o livro foi útil, que aprendeu alguma coisa e que achou o texto fluido, como o Twitter.
Gostaria de agradecer à disponibilidade e agilidade da Rosana em participar da entrevista e desejar tudo de bom aos atuais e futuros projetos.
*Para conhecer ou comprar o livro da Rosana, clique aqui.
20/06/11
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Há quem diga que o salário de um analista de Mídias Sociais começa em R$5.000,00. Legal, não é? Há também quem acredite, e mais, há quem minta sobre seus rendimentos desde que o mundo é mundo.
A Revista Veja gerou uma grande polêmica juntos aos profissionais da área no Facebook e no Twitter em divulgar esta notícia. Muitos defendem o abismo que existe entre o valor declarado e a realidade, enquanto alguns poucos, defendem que essa é uma realidade para profissionais nos níveis pleno e sênior.
O grande erro da matéria, ao meu ver, foi estipular o valor como SALÁRIO INICIAL. Considere-se que a função de Analista de Mídias Sociais é subdividida em três níveis:
- Analista Junior: quando o profissional tem de 0 a 6 meses na função. É o primeiro nível alcançado após o estágio. Neste momento, o analista ainda não toma decisões sozinho sobre as campanhas, se reporta aos demais analistas e à gerência, cumpre tarefas básicas supervisionadas. Salário médio: R$1.200,00.
- Analista Pleno: de 7 meses a 1 ano na função. O Analista pleno já é capaz de tomar algumas decisões sobre a campanha e auxiliar a delegação e treinamento dos estagiários do setor. Participa de reuniões e apresentações junto aos clientes, já tem vivência anterior com as ações envolvendo plataformas sociais e gestão de perfis. Salário médio: 2.000,00
- Analista Sênior: a partir de 1 ano na função. O Analista Sênior é capaz de receber os briefings do setor, organizar e delegar tarefas junto à equipe, criar estratégias de mídias sociais e acompanhar os resultados da gestão de perfis, assim como, a criação de relatórios e reports periódicos que mostrem aos clientes os resultados alcançados durante as ações. Salário médio: 3.000,00.
Daí em diante, como em quase qualquer cargo, você encontra os níveis de Coordenação, Gerência e Diretoria, onde a responsabilidade sobre o cliente e ganhos do departamento só aumentam.
Assim como citado na Veja, os profissionais mais cobiçados pelo mercado são aqueles que têm formação em Comunicação Social (habilitação em Jornalismo ou Publicidade), Relações Públicas e Marketing. Exceções existem? Sim e muitas. Conheço profissionais formados em Biologia que alcançaram sucesso na área. Como em qualquer lugar, pessoas competentes e antenadas conseguem seu lugar ao sol.
A formação acadêmica em Comunicação auxilia os profissionais a criar, planejar e executar ações com mais noções sobre o mercado publicitário, comportamento do consumidor e elaboração de briefings que possam auxiliar a equipe e demais departamentos.
Os salários podem variar entre agências e clientes?
Na agência, o profissional vai dedicar as suas horas mensais no planejamento e execução de ações e gestão de perfis de várias marcas. Já nas empresas, os profissionais de mídias sociais terão todo o seu tempo para trabalhar em torno do sucesso do sucesso de sua própria empresa, sendo assim full time e, algumas vezes, melhor remunerado pelo trabalho que executa. No entanto, a escala de Junior a Sênior pode variar um pouco menos, fazendo com que este analista ganhe o mesmo salário base por muito mais tempo.
Participação nos lucros, existe?
É raro, mas existe sim. Algumas empresas bonificam Analistas Sênior, Coordenadores e Gerentes pela conquista de novas contas. A bonificação pode ser anual (normalmente, grandes empresas trabalham assim) ou esporádica – sim, conforme o bom humor do seu chefe e a percepção de que seu trabalho foi essencial para a conquista de um novo cliente.
leia outras matérias que falam sobre a profissionalização do setor, cargos e salários no Estadão e na Info.
07/06/11
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Conheci a Renata Lino em 2008, trabalhando como Analista de Mídias Sociais na Agência Frog. Ontem, vi este post publicado como nota no Facebook da Renata e não hesitei e convidá-la para estrear a coluna de convidados aqui. Boa leitura e bom debate!
Quantas vezes, nesses meus 4 anos de estrada trabalhando com redes sociais vi esse debate de blogueiros vs agências e vice versa. Para quem não sabe, sou blogueira e sou analista de mídias sociais, o que muitas vezes me dá uma visão mais ampla dos dois mundos. Não que seja pró-blogger ou algo assim, nunca tive a capacidade de ganhar dinheiro com meus posts apesar de amar escrever, mas o blog é a minha ferramenta de desabafo desde os áureos tempos que um “fotoblog” era novidade para alguns. Vamos as minhas opiniões sobre certas “discordâncias” dos dois mundos?
1. Contratou? Pague! Blog dá trabalho.
Visão como blogueira: O blog é um trabalho, onde demanda tempo gasto, dedicação em tempo integral, preocupação com media kit, dados do analytics, melhorar os rankings, leitores de feed, quase um se vira nos trinta para ter o ganha pão… Por isso, se contratou pague o meu serviço e valorize mesmo que não tenha gerado os “frutos” esperados, afinal, me dediquei para apresentar o melhor texto possível.
Visão como agência: Os clientes não querem saber os problemas que o blogueiro ou a agência teve, cobram-se números, então, ao contrário da visão blogueira, o texto muitas vezes é o de menos, o que vale é o quanto de produtos, interações e gráficos podemos impactar com isso. Por isso, muitas vezes, ficamos entre a cruz e a caveirinha vendo a dedicação do blogueiro e a cobrança do cliente e se eles não nos pagam por isso, muitas vezes não temos capital para repassar o pagamento. É a famosa discussão do ROI.
O que eu penso?
Como blogueira busco sempre pagar aqueles que participaram, para que o valor contratado seja cumprido, seja com brinde, seja com prêmios, seja com valores. Palavra dada tem que ser palavra cumprida. Não à toa já recebi elogios de alguns blogueiros por e-mail.
Mas por outro lado, sei que o blogueiro tem amigos e que pode fazer aquele post “bombar” pedindo ajuda a amigos para ficar bem na fita com relação a números. Vide um exemplo de um publi recente que paguei e esgotaram os produtos no estoque e outro que não teve repercussão e que o blogueiro nem divulgou em suas redes pessoais.
O mesmo vale para aqueles mimos que a gente manda e que precisamos de repercussão mas eles falam só pagando, mas o que não percebem é que muitas vezes isso é uma análise daqueles que valem a pena considerar no futuro, ou não. Conversando com o Rafael Justplay do Diário de um casal percebo que falta muito diálogo principalmente relacionado a isso, mas o blogueiro tem que estar disposto a negociar e a agência a ouvir seus questionamentos.
Diante disso, o meu meio termo é primar pelos blogueiros que se dedicam a campanha, ou até valorizam mimos que fogem dos pagamentos para mostrarem o poder que tem, mas ao mesmo tempo corro atrás que o pagamento saia e saia na data combinada.
2. Blog é lugar de opinião, não é jornal o posicionamento tem que ser diferente.
Visão do blogueiro: As agência querem que babem a marca, que faça publieditorial falando maravilhas de coisas que nem sempre concordam. O blog é um trabalho, mas diferente de jornal, tem opinião, e o blogueiro tem que ter direito a liberdade de expressão e a adequar o texto aos seus leitores. Sabemos mais que a agência e o cliente, o perfil dos leitores e quando estranhariam um texto.
Visão de agência: O cliente não quer saber opinião, quer reverberação e mexer no texto só por não concordar é no mínimo anormal para grandes empresas já que pagou-se pela divulgação. Quer ser parcial e dizer sua opinião não venda publieditorial! Mexer no texto sem autorização prévia do cliente gera uma discussão do cliente com o atendimento e finalmente com os analistas. Gera desconforto generalizado na agência e reuniões de alinhamento.
O que eu penso?
Nessa situação eu concordo mais com a visão blogueira. Eu disse mais… Não, completamente.
Estamos pagando para eles escreverem o que realmente pensam, de positivo e de negativo e nós, como agência, temos que conhecer o perfil de cada blogueiro para saber o que vale ou não, e se ele toparia ou não. A agência precisa entender target do blog e o perfil do blogueiro, esse é o nosso trabalho. Ou até, ter alguém que possa perguntar a eles se topariam ou não.
O único ponto que discordo da visão blogueira nesse caso é a exposição que eles fazem falando mal de uma marca que pode ser cliente da mesma agência que o contratou para outra marca, prejudicando o trabalho da agência.
Para ser mais clara, usarei eu mesma como referência. Não é de hoje que falo mal de uma empresa de internet e tv a cabo, mas como profissional e com meu perfil pessoal na rede, percebi que esse pode ser meu cliente no futuro e que estarei prejudicando a imagem da minha agência para ganhar o meu salário.
O mesmo vale para quem é blogueiro, se você é sempre cogitado por aquela agência, ela sempre paga o que lhe deve, cuidado com o que fala na rede, pois você pode prejudicar quem paga o seu “salário. Ou seja: fale o que pensa, tenha liberdade de expressão, mas pegue muito mais leve se comparado a alguém que não quer ganhar dinheiro com ferramentas de redes sociais.
3. Panelinha. As agências fazem panelinha.
Visão do blogueiro: As agências sempre cogitam os mesmos blogueiros para as mesmas ações. Com tantos blogs no mundo as vezes elas primam por um que nem tem tanta reverberação ou o target da ação porque fulano(a) é amigo do analista responsável. Além disso querem tudo pra ontem e não entendem que temos lista de prioridades, outra ações na lista ou não temos como encaixar nesse momento.
Visão da agência: Os blogueiros não sabem os prazos que os clientes pedem, são 24h, às vezes 48h, para apresentar planejamento com a lista dos blogs, comunidades, fanpages, grupos, perfis de cada rede que ativaremos ou contrataremos alguma ação. É prazo pra tudo, posts estarem no ar, indexação, entrega do planejamento e tudo é para “ontem”.
O que eu penso?
Nessa hora eu sou muito mais a opinião da agência. O blogueiro quer que eu o cogite mas quando mando e-mail, ou envio mensagem no facebook, ou no blog, nunca respondem a emergência e não tem valor no seu media kit, quando tem media kit. E além disso, muitas vezes, tenho que acionar algum blogueiro ou blogueira amiga pois eles não disponibilizam sequer um e-mail de contato e não olham os e-mails do fale conosco.
Por isso, antes de cobrar que as agências fazem panelinhas, esteja acessível ou disponibilize um media kit com valores. Uma dica maior ainda, que muitos blogueiros já fazem, mande e-mails para os analistas informando o valor do seu publi ratificado, crescimento das suas estatísticas. Quem quer dinheiro, corre atrás dele.
Tenho pessoas que nem dão tanta “reverberação” assim, mas cogito por sempre estarem ali dispostas a se dedicarem, a participarem, a dizerem “Eu quero trabalhar e facilitarei a sua vida pois entendo o que vocês passam com o cliente, sei que posso ser um pouco menor que algumas blogueiras que está negociando, mas pense no custo benefício”. E essa frase está entre aspas, pois foi uma história verídica em que a blogueira acabou ganhando com isso o meu budget da ação.
4. Os analistas se acham. Os blogueiros se acham.
Visão do blogueiro: Por poderem contratar quem eles acham melhor, querem botar banca.
Visão da agência: Por esse blogueiro ter esse impacto, acha que pode mandar e desmandar, pedir o valor que seja e não entende budget.
O que eu penso?
Tem gente que você vai com a cara, tem gente que não. Tem gente que se acha o último biscoito do pacote Globo da praia inteira, tem gente que não. Mas se eu preciso baixo a crista, mas se me humilhar por ser analista, por mais maravilhoso que seja, não cogitarei na próxima para não me estressar. Toda humilhação tem limite e temos tempo e vários clientes no nosso pé.
Ao mesmo tempo, já botei banca, pra defender a camisa da minha empresa, do meu cliente, da minha ação.
Acho que a melhor maneira nos dois casos eram as pessoas se falarem e conversarem, mas no final, como envolve dinheiro, sempre fica a lei da politicagem… E vamos vivendo.
Acho que se os blogueiros entendessem mais o dia-a-dia da agência e estas se propusessem a entender a vida do blogueiro, muitas destas rusgas diminuiriam.
Certo? Errado? Não sei… Só sei que essa é minha opinião e qualquer opinião contrária será MUITO BEM VINDA!
Quero propôr em abrirmos os canais a conversação! Se quiserem, comentem, debatam, passem a diante, critiquem… O que acharem melhor. E se alguém um dia quiser, quem sabe as próximas palestras sobre monetização nas desconferências terão abertura para um diálogo sincero entre blogueiros e agências?