Pessoas, personagens corporativos e narrativas em mídias sociais
Há três anos, eu trabalho com desenvolvimento de personagens corporativos em mídias sociais. A média foi um por ano e tenho algumas histórias, insights, experiências para contar sobre isso. Já cheguei, inclusive, a escrever sobre isso no Viralzinho com Fritas.
Hoje, estava pensando como é engraçada a dificuldade que certas pessoas têm para compreender personagens corporativos. Mesmo que esse venha acompanhado dos elementos básicos de uma ação: logomarca, URL customizada, identidade visual condizente com a marca, etc.
O envolvimento entre pessoas e personagens pode se tornar bem divertido. Quando geria o @oleitorvoraz, recebia constantemente e-mails de agradecimento, convites pra chopp e eventos.
No trabalho com o personagem Facilita, do e-commerce Compra Fácil, a relação era diferente. Por ele ser um robô e ter uma linguagem totalmente adequada ao “planetinha”, as pessoas entendiam que não se tratava de uma pessoa, por outro lado, estabeleciam uma relação de carinho, de querer tê-lo em casa em forma de brinquedo, pelúcia, etc… Se assim fosse feito, esse seria um bom exemplo para o conceito transmídia de “extractability”.
Hoje, passei por mais uma experiência dessas. Na gestão do personagem Eduardo, da Escola Nacional Superior de Seguros. Diferentemente de um blog comum, que aborda um assunto diferente post a post, Eduardo tem uma narrativa, seus posts têm uma sequência que envolve planejamento para envolver os leitores em sua história e engajá-los a recomendar o blog ao público que não conhecesse a instituição.
Hoje, pela manhã, Eduardo recebeu através do formulário de contato, um e-mail parabenizando o seu trabalho e uma proposta de reunião (!!!). Na narrativa contada, o personagem foi o responsável pela criação da fan Page da marca. É claro que a ficção acaba aí. Como agência temos o dever de explicar ao leitor que o blog trata-se de uma narrativa, no entanto, não vamos deixar de aproveitar o ensejo para desenrolar uma nova história com o personagem.
Enfim, esse post não tem uma conclusão, uma dica, nem cinco passos, como vocês costumam ver em alguns dos meus textos. A iniciativa dele era só contar mais uma história, que pode servir de inspiração para vocês no futuro, ou até mesmo, para mim.
*Os primeiros personagens citados foram descontinuados, depois de dois anos de existência. Já o Eduardo, com quase 1 ano de idade, segue firme e forte na luta.


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