20/07/11

7 perguntas para Rosana Hermann

Pelo menos uma vez em sua vida virtual você já deve ter ouvido falar da Rosana Hermann. A jornalista e Gerente de criação do Portal R7 carrega consigo uma lista de profissões e experiências interessantes pelas quais já passou, desde trabalhar no Programa Pânico até se formar em Física Nuclear.

Enquanto eu ou você estávamos no chat UOL, Rosana já trabalhava com internet e editava o Querido Leitor. Enquanto eu ou você estávamos discutindo se Orkut morria ou não, Rosana participava da visita à NASA, em Houston, em um evento fechado apenas para influenciadores do Twitter.

Conhecida como “a síndica do Twitter”, Rosana também produz conteúdo para o blog do Skype Brasil e colabora com o portal de tendências digitais Youpix.

Em suma, Rosana faz parte do histórico da internet brasileira. Sua página na wikipedia ainda será acessada pelos seus filhos e, quiçá, seus netos. Nas 7 perguntas que você lê abaixo, Rosana conta um pouquinho da sua história e suas opiniões sobre como o espaço virtual vem influenciando no dia a dia das pessoas e da mídia:

- A exposição pessoal nas redes sociais te atrapalha em alguma coisa?
A nossa vida é toda rastreada, do cartão de crédito aos estacionamentos, das câmeras de trânsito aos celulares com chip, encontráveis por GPS. Daí para publicar tudo isso voluntária e abertamente é só um passo. Ao contrário, acho que a publicação da vida nos liberta.

- Como você vê o uso das redes sociais para fundamentar pautas jornalísticas?
O Twitter é um sintoma, um indicativo. Ele aponta caminhos para pautas, mostra comportamentos de um determinado grupo online. Tem a versão passarinho e a versão “galo” que você ouve cantar e tem que descobrir o que e aonde.

- Como é a rotina da gerência de conteúdo e inovação no R7?
É um radar sempre ativo. Acompanhamos as redes sociais em busca de movimentos, novidades, repercussões, acontecimentos. E, ao mesmo tempo, vemos tudo no portal que tem potencial de divulgação nas redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter. E há também um olhar “web” sobre todo o conteúdo, o que podemos fazer para ir além da notícia, torná-la mais interessante e viva. Além disso tem a criação de ações de cross media com a Rede Record de Televisão.

- Seu dia cabe em 24 horas?
Meu dia é como um browser, tem várias abas de 24 horas…

- Conte-nos como se tornou jurada do prêmio The Bobs e o que vê de diferente entre blogs do Brasil e do mundo?
Em 2008 alguém inscreveu meu blog no prêmio e ele foi eleito pelo júri e pelo público como o melhor blog de língua portuguesa. Fui receber a premiação em Bonn e, logo depois, fui convidada para ser júri do prêmio. Todo ano vou para Berlin para uma reunião internacional que define os vencedores. A diferença que vejo entre blogs brasileiros e internacionais que participam do prêmio é que o brasileiro parece mais voltado para o sucesso pessoal enquanto os blogs de outros países estão mais ligados a causas coletivas, serviços e ferramentas para o bem comum.

- Você acha que as polêmicas nas redes sociais podem manchar a reputação dos usuários a médio longo prazo ou o brasileiro tem memória curta?
O brasileiro tem memória curta só na aparência. No fundo ele nunca “perdoa” totalmente. Se a mesma pessoa surge novamente em outra briga, imediatamente ele vai lá e “cavoca” o passado do outro. Aqui, até quem foi inocentado fica com uma nódoa em seu passado. Mas as polêmicas não se aprofundam, na minha opinião, porque parecem mais brigas de ego do que discussões de ideias.

- Como foi a experiência de escrever um livro contando histórias sobre o Twitter?
Foi muito bom escrever, mas é melhor ainda receber o feedback dos leitores. Minha maior alegria é quando a pessoa diz que o livro foi útil, que aprendeu alguma coisa e que achou o texto fluido, como o Twitter.

Gostaria de agradecer à disponibilidade e agilidade da Rosana em participar da entrevista e desejar tudo de bom aos atuais e futuros projetos.

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