09/08/11

É um teaser? É um storytelling? É um avião? Não, é Malhação Conectados

Você já deve ter se deparado com essa chamada misteriosa entre os intervalos comerciais da Globo. Dá pra entender que é malhação, dá pra entender que é uma chamada (possivelmente para uma nova temporada), mas não dá pra entender o que o número 1046 está fazendo ali. Eu vos respondo que é exatamente essa a intenção.

O número 1046 provavelmente não representa nada demais na trama (posso estar errada com essa afirmação), o que ele representa é uma ação de crossmedia bem pensada e, possivelmente, um tentativa de narrativa transmidiática ou transmedia storytelling, ao longo do tempo.

O que importa nisso tudo é que o buzz em mídias sociais já está instaurado. É possível encontrar inúmeras menções sobre a chamada no Twitter, vários tópicos de comunidades do Orkut discutindo o teaser, alguns usuários tentando fazer contas loucas para chegar ao número mágico e centenas de blogs replicando a chamada, o release oficial e suas teorias da conspiração.

E como não poderia deixar de ser, publico abaixo a melhor dentre elas:

“Malhação, tal qual o público conhece há 16 anos, vai acabar. O programa, que desde a sua estreia é reformulado todos os anos, será substituído por um projeto assinado por Mário Márcio Bandarra e a dupla Ingrid Zavarezzi e Ajax Camacho, que fez “Beijo, me liga”, exibido no Multishow ano passado.

A marca “Malhação”, entretanto, será mantida e o novo programa se chamará “Malhação conectados”. A decisão dividiu opiniões na Globo. Mas venceu o argumento de que ela é forte demais para ser descartada.

O programa vai para o núcleo de José Alvarenga Jr. e será voltado para as redes sociais, a exemplo de “Beijo, me liga”. Agora serão apenas 12 personagens, um deles, inspirado em René Silva, twitteiro do Complexo do Alemão.”

Fonte: http://is.gd/1TIxm6

Vamos aguardar para ver o desfecho dessa história, mas ele já é mais uma prova viva de que o crossmedia traz impactos significativos nas redes sociais, apliando a discussão sobre a temática (com o auxílio do teaser) e, possivelmente, atraindo um maior número de espectadores pra estreia.

O conteúdo é rei, como já dizem os gurus da Social Media e, garantir a audiência ao longo da trama, depende diretamente disso e não da estratégia de lançamento.

Agradecimento a @FernandoSouza e @Brunohbrum, que passaram links que contribuíram com este conteúdo.

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15/07/11

Pessoas, personagens corporativos e narrativas em mídias sociais


Há três anos, eu trabalho com desenvolvimento de personagens corporativos em mídias sociais. A média foi um por ano e tenho algumas histórias, insights, experiências para contar sobre isso. Já cheguei, inclusive, a escrever sobre isso no Viralzinho com Fritas.

Hoje, estava pensando como é engraçada a dificuldade que certas pessoas têm para compreender personagens corporativos. Mesmo que esse venha acompanhado dos elementos básicos de uma ação: logomarca, URL customizada, identidade visual condizente com a marca, etc.

O envolvimento entre pessoas e personagens pode se tornar bem divertido. Quando geria o @oleitorvoraz, recebia constantemente e-mails de agradecimento, convites pra chopp e eventos.

No trabalho com o personagem Facilita, do e-commerce Compra Fácil, a relação era diferente. Por ele ser um robô e ter uma linguagem totalmente adequada ao “planetinha”, as pessoas entendiam que não se tratava de uma pessoa, por outro lado, estabeleciam uma relação de carinho, de querer tê-lo em casa em forma de brinquedo, pelúcia, etc… Se assim fosse feito, esse seria um bom exemplo para o conceito transmídia de “extractability”.

Hoje, passei por mais uma experiência dessas. Na gestão do personagem Eduardo, da Escola Nacional Superior de Seguros. Diferentemente de um blog comum, que aborda um assunto diferente post a post, Eduardo tem uma narrativa, seus posts têm uma sequência que envolve planejamento para envolver os leitores em sua história e engajá-los a recomendar o blog ao público que não conhecesse a instituição.

Hoje, pela manhã, Eduardo recebeu através do formulário de contato, um e-mail parabenizando o seu trabalho e uma proposta de reunião (!!!). Na narrativa contada, o personagem foi o responsável pela criação da fan Page da marca. É claro que a ficção acaba aí. Como agência temos o dever de explicar ao leitor que o blog trata-se de uma narrativa, no entanto, não vamos deixar de aproveitar o ensejo para desenrolar uma nova história com o personagem.

Enfim, esse post não tem uma conclusão, uma dica, nem cinco passos, como vocês costumam ver em alguns dos meus textos. A iniciativa dele era só contar mais uma história, que pode servir de inspiração para vocês no futuro, ou até mesmo, para mim.

*Os primeiros personagens citados foram descontinuados, depois de dois anos de existência. Já o Eduardo, com quase 1 ano de idade, segue firme e forte na luta.

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