Há cinco anos, MissMoura era só mais uma analista de mídias sociais procurando lugar no mercado publicitário. Felipe Neto era apenas um blogueiro e o nome PC Siqueira não faria o menor sentido se pronunciado a você.
Há cinco anos, a Campus Party ainda não havia chegado ao Brasil. Você não tinha a menor ideia de que seu sonho de consumo seria um celular gigante, que não caberia no seu bolso (vulgo tablet). E o Twitter parecia só mais uma rede social esquisita que não passaria de uma simples modinha.
Há cinco anos, o Orkut era a principal plataforma social no Brasil, sem a qual boa parte dos brasileiros passariam um dia sem acesso.
Há cinco anos, os veículos de massa rejeitavam qualquer parceria com o universo do blogs. E ser blogueiro profissional parecia mais um sonho distante do que uma realidade plausível.
Realmente cinco anos mudaram muitas coisas. Alguns se opõem a afirmar uma revolução tecnológica e de conhecimento tão grande quanto a revolução industrial, mas fato é que as novas tecnologias mudaram as dinâmicas de relacionamento, de produção de conteúdo e afetaram a economia, gerando negócios e empregos.
Com produção da HotWords e depoimentos de executivos do IAB, Ibope, ComScore, agência Click Isobar, Terra, Buscapé, entre outras empresas, o vídeo abaixo faz reflexões das mudanças que ocorreram nos últimos cinco anos e no comportamento do consumidor pós evolução da plataforma web.
É hora de refletir sobre o passado e imaginar os próximos cinco anos.
No dia 03 de dezembro, estive em João Pessoa na Paraíba, para o Workshop de Comunicação e Marketing em Mídias Sociais para profissionais da região. Lá, tive a oportuniade de falar para o público geral em entrevista no Jornal Bom dia Paraíba, com a apresentadora Patrícia Rocha.
A entrevista foi ao ar ao vivo e o foco foi sobre como o público geral pode se aproveitar do potencial das mídias sociais não só para diversão, mas também profissionalmente, assim como os cuidados que se deve ter ao compartilhar informações nas redes. Confiram!
Ao público do Nordeste, eu afirmo que volto em 2012 para mais um curso e com surpresas. Próximo destino: Campina Grande. Fiquem ligados!
“Enquanto as marcas se engalfinham para serem as rainhas do Twitter, a cabeça das pessoas está na maneira ideal de criar melhor seus filhos”
Quantas pessoas você conhece que têm uma renda famíliar entre R$1.115,00 a R$4.806,00? Poucas? Muitas? Seus vizinhos? Seus primos? Pois é, eles fazem parte da Classe C, segundo os critérios da Fundação Getúlio Vargas. Eles não são ET’s, eles possuem smartphones, eles têm computador em casa e são seus amigos no Facebook. Eles estão cursando a graduação e já vislumbram tirar férias em Buenos Aires no próximo verão.
E por que as agências estão tão preocupadas com isso (e você também deveria estar)?
Existe um mito em torno da Classe C, uma visão errônea de consumidores de baixa renda e baixo poder de consumo.
Muitas vezes, o mito circula dentro das agências, dentro das empresas e na confecção de briefings. Zilhares de produtos e serviços se posicionam como AB, quando a classe C é a principal consumidora dos mesmos. Isso gera falhas na comunicação e baixa adesão nos canais, quando o foco vai para um público errado.
A Classe C já atinge cerca de 50% da população, o equivalente a 100 milhões de cidadãos do nosso país. As mulheres ultrapassam os 50 milhões e têm grande poder de decisão sobre as compras da família.
71% dos integrantes da Classe C planejam antes o que vão comprar, portanto, a internet se tornou uma ferramenta decisiva no processo de decisão de compra, seja nas buscas ou nas redes sociais. Essas pessoas vão buscar recomendações confiáveis sobre o custo-benefício, formas de parcelamento e prazo de entrega desses produtos.
Não é à toa que os clubes de compra coletiva são um sucesso estrondoso no país, reflexo da grande massa que consome via web. Estes sites apresentam ofertas e benefícios claros ao consumidor que está buscando pelo melhor preço.
Em resumo:
Concordo com a visão do vídeo que fala enfaticamente sobre a busca de propósitos, mas vou além: busque benefícios para a vida das pessoas. A recomendação gera mais conversão e resultado nas ações de mídias sociais do que apenas números. Abaixo, #ficadica de uma apresentação muito interesse sobre as mulheres da Classe C.
“Pônei maldito, pônei maldito, lá lá lá lá lá lá lá….” Ok. Você já deve ter visto essa simpática peça publicitária que, enquanto escrevo esse post, já atingiu 1.850.000 vizualizações no perfil oficial do YouTube da Nissan. Claro que isso não conta inteiramente os impactos provenientes do Twitter, de réplicas do vídeo no YouTube e, evidentemente, a exposição gerada internamente nas páginas de Facebook.
Em primeiro lugar, parabéns aos criativos da Lew’Lara/TBWA pela peça – pelo que pesquisei, Max Geraldo e Cesar Herszkowicz. Acredito que a agência acertou em cheio ao criar os pôneis malditos por alguns fatores.
A peça apresentou praticamente todos os requisitos necessários para se possibilitar a viralização (até porque, senhores…não se cria viral). É um vídeo simples, engraçado, bem produzido. No início fiquei meio em dúvida se as pessoas iriam associar diretamente os cavalos (HP, horse power) com os pôneis, mas isso parece não ter sido um problema.
Logo após, trataram de criar uma situação surreal (no melhor sentido do termo), em que um motorista ‘gente como a gente’ (ou seja, nenhum modelo magérrimo) atola no meio do nada e exclama de um modo igualmente bizarro “pôneis malditos!”. Imediatamente após, o motor é aberto e mostra, no lugar do motor, uma espécie de mistura entre Alice no País das Maravilhas e Fantástica Fábrica de Chocolates, com os pôneis cantando e reforçando a ideia de necessidade de cavalos de potência.
Todo o design infantil dos pôneis contribui para reforçar, por contraste e de um modo inteligente, a imagem da potência do Nissan, algo central na peça.
Acho que isso viralizou não pela ‘ameaça’ dos pôneis na segunda parte (embora sempre tenha alguém que acredita nessas correntes). Para mim, foi muito mais pela simplicidade e elaboração engraçada do material que a coisa foi para frente. No fundo, não se está buscando a peça porque é um comercial de carro, mas porque é um vídeo engraçado e, convenhamos, muito bem bolado (como diria o Silvio Santos).
Para quem ainda não viu…
Bem, gostaria de saber a opinião de vocês sobre essa campanha da Nissan. Estou sendo muito otimista ou será que temos um exemplo legal aqui para as aulas de Mídias Sociais?
Você sabe como se recebe um briefing e um pedido de ação em mídias sociais? Não? Então, vamos fazer uma pequena e básica simulação nesse post, que pode chegar a alguns insights divertidos.
Imagine que você recebeu um job de gestão de crise para uma marca que atinge mais de 30 milhões de consumidores no Brasil.
Cenário
O principal concorrente desta marca vem atingindo um crescimento vertiginoso e invertendo os números de share de mercado. Os consumidores vêm utilizando as duas marcas, mas com isso, há uma percepção coletiva de que a marca líder vem perdendo espaço.
Objetivos
- conter o buzz negativo que se alastra pelas redes sociais de que a marca principal está caindo. Este buzz faz com que a percepção dos usuários caia simultaneamente e pode, a médio prazo, gerar queda drástica ou até mesmo abandono do consumo.
- Elevar a percepção da marca líder e evocar o orgulho de cada consumidor em fazer parte desta história.
Estratégia
Dar argumentos aos 30 milhões de consumidores para que eles mesmos possam reverter o buzz negativo que corre através das plataformas sociais.
Tática
Criação de vídeo, que você assiste agora:
E as táticas de disseminação?
Podem ser muitas: home do Orkut, vídeos patrocinados, header expansível no youtube, inserção no Orkut ao vivo, uso de influenciadores para disseminação, seeding… A imaginação corre solta!
Bom, já dei muitas dicas pro Google não? Se eles precisarem de alguém pra ajudar, segue o meu linkedin
- Pegue um briefing chato
- Adicione uma pote de criatividade
- 3 colheres de sopa de investimento
- 1 pitada de confiança do cliente na hora de aprovar a ação
- 10 dedos de planejamento
- 1 caixinha de relacionamento com influenciadores
- 1 produção de vídeo bem temperada
E, tchanãn: temos um encurtador de URL do Carrefour que doa alimentos para Cruz Vermelha a cada vez que você utiliza a ferramenta no site. Eu recebi o press kit da ação, gostei, passei a usar e me surpreendi ao ver que a ação já alcançou 2 toneladas de alimentos. Este post é uma contribuição voluntária e não remunerada para que eles alcancem a meta: chegar a 10 toneladas de alimento para quem precisa.
Quero conhecer o encurtador e utilizar também? Acesse: http://virou.gr
P.S: este artigo não recebeu nenhum centavo para ser escrito, apenas uma caixinha de sopa de letrinhas.