30/11/11

Talking about this: entendendo as métricas do facebook (parte II)

Mais uma vez, estava fuxicando as métricas que compõem o “talking about this” no Facebook. E como o meu facebook é inglês, sempre é bom confirmar com os amiguinhos se uma tradução ou outra está correta dentro do contexto das métricas.

A métrica “Stories from your posts” exibe quantas pessoas interagiram de alguma forma com o seu conteúdo naquele dia. Isso quer dizer na prática, comentários, adesão a eventos, respostas a enquetes, marcação de fotos ou qualquer outra possibilidade dentro da sua fan page, que não seja o like (pois, pra isso, existe a métrica Page Likes).

A partir dela, você pode ter acesso ao “Viral Reach”, que mostra qual é a penetração disso no universo destas pessoas. Em outras palavras, quantas pessoas foram atingidas a partir dessa interação.

Numa breve comparação entre duas fan pages totalmente distintas, pude observar o quanto os números são variáveis no que diz respeito a “quantas pessoas foram impactadas”. Você, eu e quase todo mundo faz a continha direta de cabeça: “se mais pessoas interagiram, mais pessoas foram impactadas”. Certo? ERRADO.

Vamos ver como o “Stories from your posts” funciona na prática?

Na comparação entre as duas fan pages, percebemos que no exemplo A, interagiram com a página apenas 19 pessoas no último dado apontado pelo gráfico, no entanto, essas 19 pessoas impactaram 45 pessoas.

No exemplo B, interagiram com a página 960 pessoas no último dado apontando pelo gráfico, no entanto, essas 960 pessoas só conseguiram impactar 220.

Por que isso acontece?
É possível que as pessoas estivessem off-line? Sim, mas o facebook aponta métricas a partir de usuários cadastrados, sem diferenciar os horários de acesso.

Popularidade X Relevância
As pessoas da fan page A têm uma rede de amigos maior que as pessoas que se relacionam com a fan page B. Sendo assim, proporcionalmente, a fan page A atinge mais pessoas do que a fan page B. No entanto, o nível de interação da fan page B é muito superior ao nível de interação da fan page A. As pessoas percebem a fan page B como mais atrativa e interessante para a vida delas.

Ficou confuso? Vamos traduzir:
- Independente de qualquer coisa, a sua fan page tem que ter um bom conteúdo e ser relevante para o seu público
- Com auxílio de mídia ou não, é bom que haja mecanimos de interação com as pessoas lá: enquetes, brincadeiras, álbuns de fotos, eventos e outras possibilidades que façam com que as pessoas interajam com o conteúdo.
- A interação na fan page vale muito mais do que o número de likes por si só. Quantas pessoas estão ativas lá é o que importa no fim das contas. Quantas pessoas possivelmente “viram” é uma boa métrica para relatórios, mas não garante a conversão que você espera.

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01/08/11

Pôneis Malditos e a viralização

“Pônei maldito, pônei maldito, lá lá lá lá lá lá lá….” Ok. Você já deve ter visto essa simpática peça publicitária que, enquanto escrevo esse post, já atingiu 1.850.000 vizualizações no perfil oficial do YouTube da Nissan. Claro que isso não conta inteiramente os impactos provenientes do Twitter, de réplicas do vídeo no YouTube e, evidentemente, a exposição gerada internamente nas páginas de Facebook.

Em primeiro lugar, parabéns aos criativos da Lew’Lara/TBWA pela peça – pelo que pesquisei, Max Geraldo e Cesar Herszkowicz. Acredito que a agência acertou em cheio ao criar os pôneis malditos por alguns fatores.

A peça apresentou praticamente todos os requisitos necessários para se possibilitar a viralização (até porque, senhores…não se cria viral). É um vídeo simples, engraçado, bem produzido. No início fiquei meio em dúvida se as pessoas iriam associar diretamente os cavalos (HP, horse power) com os pôneis, mas isso parece não ter sido um problema.

Logo após, trataram de criar uma situação surreal (no melhor sentido do termo), em que um motorista ‘gente como a gente’ (ou seja, nenhum modelo magérrimo) atola no meio do nada e exclama de um modo igualmente bizarro “pôneis malditos!”. Imediatamente após, o motor é aberto e mostra, no lugar do motor, uma espécie de mistura entre Alice no País das Maravilhas e Fantástica Fábrica de Chocolates, com os pôneis cantando e reforçando a ideia de necessidade de cavalos de potência.

Todo o design infantil dos pôneis contribui para reforçar, por contraste e de um modo inteligente, a imagem da potência do Nissan, algo central na peça.

Acho que isso viralizou não pela ‘ameaça’ dos pôneis na segunda parte (embora sempre tenha alguém que acredita nessas correntes). Para mim, foi muito mais pela simplicidade e elaboração engraçada do material que a coisa foi para frente. No fundo, não se está buscando a peça porque é um comercial de carro, mas porque é um vídeo engraçado e, convenhamos, muito bem bolado (como diria o Silvio Santos).

Para quem ainda não viu…

Bem, gostaria de saber a opinião de vocês sobre essa campanha da Nissan. Estou sendo muito otimista ou será que temos um exemplo legal aqui para as aulas de Mídias Sociais?

Abraços,

Pedro

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